Mais de três mil toneladas de carne são apreendidas em mercados do Rio

Alimentos foram encontrados em condições impróprias para o consumo e gerentes dos mercados vistoriados foram presos

Por paulo.lima

Rio - Policiais da Delegacia do Consumidor (Decon) realizaram, junto com o Procon, uma operação em supermercados da cidade do Rio nessa sexta-feira. Os agentes fizeram blitz nos supermercados Supermarketing e Extra, na Praça Seca; Extra e Guanabara, em Vila Valqueire; supermercado Novo Mundo, em Ricardo de Albuquerque; e supermercado Prezunic, no Campinho. Duas toneladas de carne e produtos impróprios para o consumo foram apreendidos e os gerentes dos estabelecimentos foram presos em flagrante.

Em um mercado de São João de Meriti%2C as carnes estavam expostas a moscas varejeiras e baratasDivulgação / Polícia Civil


Em uma semana, os agentes do Decon apreenderam em diversos supermercados do Rio e de São João de Meriti mais de 3 mil toneladas de carne imprópria para o consumo. Sete gerentes foram presos e irão responder por crime contra o consumidor. Apenas em uma operação, realizada nos supermercados Guanabara e Extra da Vila Valqueire, nessa sexta-feira, cinco gerentes receberam voz de prisão e duas toneladas de carne estragada foram apreendidas.

Na quinta-feira, em operação nos supermercados Extra da Praça da Matriz e do Shopping Grande Rio, ambos em São João de Meriti, policiais da Decon, junto com fiscais da Vigilância Sanitária da prefeitura do município da Baixada Fluminense, apreenderam mais de uma tonelada de carne deteriorada e prenderam outros dois gerentes. No mercado do Shopping Grande Rio, foram apreendidas carnes bovina, linguiça e carne de porco impróprios para o consumo.

Porém, de acordo a divisão da Polícia Civil, o estado de conservação da carne no frigorífico do mercado na Praça da Matriz impressionou os agentes, pois esse, que deveria manter a carne refrigerada a 0,5ºC, estava funcionando a 25ºC, o que causou a interdição do local. Também foram apreendidascarne bovina, linguiça e carne de frango estragados e manipulados. Peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) que participaram da ação, fotografaram e filmaram os alimentos deteriorados, expostos a moscas varejeiras e baratas.

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