Por felipe.martins

Rio -  O prefeito Eduardo Paes confia que vai driblar Romário, um adversário de peso na disputa eleitoral do ano que vem, quando pretende fazer do todo-poderoso Pedro Paulo Carvalho seu sucessor na prefeitura. O senador e eterno camisa 11 da seleção se mostrou animado com o resultado da pesquisa feita pelo Instituto Paraná, e divulgada pelo DIA na edição de quarta-feira, sobre as eleições de 2016.

De acordo com o levantamento, Crivella é o preferido de 32,2% dos eleitores para ser o novo prefeito, e Romário, de 27,6%. Mas como a margem de erro da pesquisa é de 3,5%, há um empate técnico entre os dois. Pedro Paulo Carvalho, o candidato de Paes, tem apenas 3%.

Apesar de Romário ter confirmado ao DIA, no fim da tarde de quarta-feira, que pretende ser candidato, o prefeito garantiu que o Baixinho estará com Pedro Paulo no ano que vem. Nesta quinta-feira à tarde, antes da entrevista coletiva em que anunciaria o planejamento operacional para os eventos-teste da Rio 2016 que ocorrerão em agosto, Eduardo Paes ensaiou os primeiros dribles em Romário.

Eduardo Paes apresentou o planejamento para os eventos-teste entre o secretário Rafael Picciani e o diretor da CET-Rio Joaquim DinizRaphael Lima / Prefeitura do Rio

“Eu queria avisar que jantei com ele (Romário) logo depois e está tudo certo (risos)”, disse Paes, confiante no apoio do Baixinho a ao seu candidato. Procurado pelo DIA, Pedro Paulo mostrou que está ensaboado com as palavras, próximo do nível que Romário mostrava com a bola nos pés nos tempos de jogador.

“Estamos conversando (...). Se Deus quiser, ele vai caminhar junto conosco no ano que vem”, disfarçou. Questionado se o termo “junto conosco” seria com Romário na chapa como candidato a vice-prefeito, Pedro Paulo Carvalho tentou aplicar mais um drible: “Ainda temos um ano e quatro meses até a eleição. Muita água ainda vai rolar”, despistou o secretário.

PAZ E AMOR

A relação entre Romário e Eduardo Paes sempre foi amistosa. Em 2012, quando o prefeito tentava a reeleição, Romário também vinha bem nas pesquisas, mas optou por retirar a candidatura após um acordo com Paes.

Em 2014, Romário apoiou Lindberg Farias para governador, mas no segundo turno se juntou ao PMDB em apoio a Luiz Fernando Pezão. Em troca, o prefeito fez de Marcos Braz, amigo do senador, secretário municipal de Esportes.


Indefinição no PSDB

Insuflado pelos bons números do senador e candidato derrotado à Presidência em 2014 Aécio Neves (PSDB-MG) no Rio, referendados pela baixa rejeição ao nome do tucano, conforme revelou O DIA, o PSDB fluminense quer lançar candidato na capital, e cogita entre o presidente estadual da legenda, deputado federal Otávio Leite e um novo nome. Clarissa Garotinho (PR), por enquanto, é projeto suspenso.

Já no PMDB, sempre que perguntados, todos juram que o partido marchará unido nas eleições de 2016. Tanto que o nome do líder do partido na Câmara, Leonardo Picciani, perdeu força e surgiu a possibilidade de uma chapa ‘puro-sangue’. À frente, viria o secretário Pedro Paulo, tendo ao lado o deputado estadual Rafael Picciani como candidato a vice. Nesse cenário, como O DIA publicou em junho, Leonardo Picciani viria como candidato ao Senado em 2018.

Colaborou Fernando Molica

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