Ícone do circo mundial, Orlando Orfei será enterrado nesta terça-feira

Sepultamento será no Cemitério de Mesquita, às 16h. Prefeito de Nova Iguaçu decretou luto oficial de três dias na cidade

Por O Dia

Rio - O corpo do artista circense Orlando Orfei será enterrado às 16h desta terça-feira no Cemitério de Mesquita, na Baixada Fluminense. Ícone do circo mundial e Fundador do Circo Nazionale D'Itália e do Tivoli Park, na Lagoa, Orfei tinha 95 anos e morreu na noite do último sábado de pneumonia no Hospital do Coração de Duque de Caxias. Ele estava em coma induzido desde o dia 16 de julho.

Ontem, o corpo de Orlando Orfei começou a ser velado no cemitério com a presença de familiares, amigos e admiradores. O prefeito de Nova Iguaçu, Nelson Bornier, decretou luto oficial de três dias pela morte do artista circense. O domador de animais escolheu a cidade da Baixada como seu lar.

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Orlando Orfei morreu aos 95 anos em Duque de Caxias, na BaixadaJoão Laet / Arquivo Agência O Dia

Orlando Orfei é da quinta geração de uma família circense. A tradição começou em 1820, quando o bisavô dele, que era padre, largou a batina por amor. Orlando Orfei nasceu cem anos depois, em 1920, na Itália, e começou no circo aos cinco anos de idade, como palhaço. Também foi equilibrista, malabarista e mágico.

O artista veio ao Brasil no final da década de 1960, para o Festival Mundial do Circo, e se apaixonou pelo país. Em 1969, inaugurou o Circo Nazionale D'Itália, em São Paulo, e, em 1972, fundou o Tivoli Park, no Rio de Janeiro. Durante duas décadas, o Tivoli foi um dos parques de diversões mais famosos do país.

Orfei, que ao longo de sua carreira se apresentou para os papas João XXIII, Pio XII, Paulo VI e João Paulo II, passou o restante da vida morando em uma casa no bairro da Prata, em Nova Iguaçu. Em 2010 recebeu o título de Cidadão Iguaçuano e, um ano depois, a escola de samba Palmeirinha levou para o sambódromo de Nova Iguaçu o enredo "Orlando Orfei, o Rei do Riso".

Orlando Orfei%2C a filha Isabella%2C e a mulher%2C Herta%2C brincam com o cão ‘Lupo’%2C no jardim da casa onde moram desde 2006%2C em Nova Iguaçu, em agosto de 2014Cacau Fernandes / Arquivo / gência O Dia


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