'Monstro de Corumbá': Serial killer da Baixada será submetido a júri popular

De acordo com a Justiça fluminense, Cleusa Balbina de Paula, companheira dele, também foi pronunciada para ir a júri

Por tiago.frederico

Rio - Sailson José das Graças, que passou a ser conhecido como 'Monstro de Corumbá' devido à frieza na descrição de homicídios e impressionante confissão de ter matado 43 pessoas na Baixada Fluminense, em nove anos, será julgado pelo Tribunal do Júri. A decisão é do juiz titular da 4ª Vara Criminal de Nova Iguaçu, Alexandre Guimarães Gavião Pinto.

Ele foi pronunciado em dois processos pelos homicídios de Fernanda da Silva Hazelman, de seu filho, o bebê Pedro Hazelman dos Santos, e de Paulo Vasconcellos. Neste último crime, de acordo com o Tribunal de Justiça do Rio, Sailson teria sido ajudado por sua companheira, Cleusa Balbina de Paula, que também foi pronunciada para ir a júri.

Sailson José das Graças ficou conhecido como 'Monstro de Corumbá'. Ele confessou ter assassinado 43 pessoas, em nove anos, na Baixada Fluminense. Fabio Gonçalves / Agência O Dia

No processo que responde pelas mortes de Fernanda e do bebê Pedro, ocorridas em fevereiro de 2010, Sailson confessou que seguiu a vítima, entrou em sua residência, no bairro de Santa Rita, em Nova Iguaçu, e a matou por asfixia. Como o bebê começou a chorar, ele decidiu matá-lo aplicando 14 facadas.

SAIBA MAIS:

Homem que alegou ter matado 43 na Baixada não é mentalmente insano

Serial killer da Baixada Fluminense tem lista extensa de mulheres em rede social

'Monstro de Corumbá': Saílson das Graças tem prisão preventiva decretada

Serial killer da Baixada: 'Tinha prazer quando ela se debatia e me arranhava'

Já no processo em que foi denunciado junto com Cleusa pelo assassinato de Paulo Vasconcellos, morto em novembro de 2011, no bairro do Amaral, também em Nova Iguaçu, os dois são acusados de terem praticado o crime por causa de uma dívida de R$ 40,00 que a vítima teria com a Cleusa.

De acordo com o Tribunal de Justiça do Rio, ainda não há data definida para realização do julgamento dos acusados, que estão presos e podem recorrer da decisão.

Uma assinatura que vale muito

Contribua para mantermos um jornalismo profissional, combatendo às fake news e trazendo informações importantes para você formar a sua opinião. Somente com a sua ajuda poderemos continuar produzindo a maior e melhor cobertura sobre tudo o que acontece no nosso Rio de Janeiro.

Assine O Dia