Apaixonados pelo Rio contam o que pediriam para o Papai Noel

Na classe política, os que estão no poder — caso do prefeito Eduardo Paes e do governador Pezão — rogam por tranquilidade que lhes permita governar em... paz

Por O Dia

Rio - Natal. Tempo de amor, fraternidade, esperança e paz. Pelo menos é isso o que se aprende, mas nem sempre se pratica. O DIA foi às ruas ouvir cariocas, fluminenses, apaixonados pela cidade em geral, anônimos e famosos, com apenas uma pergunta: “O que você pediria ao Papai Noel neste Natal?”. E em muitas respostas, ouviu a palavra paz.

Desta vez, porém, o pedido não foi mera formalidade ou uma resposta politicamente correta para ficar bem na fita nas páginas do jornal. Era sempre um desejo sincero, como o da porta-bandeira destaque importante do Carnaval carioca, Selminha, que carrega o sorriso no sobrenome e faz dele um lema de vida. “Normalmente eu peço saúde, dinheiro, amigos e que a Beija-Flor vença o Carnaval, mas desta vez eu prefiro pedir paz. No mundo”, disse a bailarina da Sapucaí.

Na classe política, os que estão no poder — caso do prefeito Eduardo Paes e do governador Pezão — rogam por tranquilidade que lhes permita governar em... paz. E, no caso de Pezão, por dinheiro para honrar as contas pendentes, como o décimo-terceiro salário dos servidores: “Peço que o rstado tenha arrecadação suficiente para cumprir seus compromissos”, admitiu um governador que colocou a meia na janela e o pires na mão para que o Papai Noel lhe seja pródigo.

Famosos contam os seus desejo para o NatalInfografia O Dia

Mas o fim de ano também é tempo de esperança. E de bom humor. Que nunca faltaram ao historiador e colunista do DIA Luiz Antônio Simas: “Pediria o fígado do Jaguar aos 30 anos para aguentar o tranco de 2016”, brincou.

Delegado militante das causas sociais e dos direitos humanos, o tricolor Orlando Zaccone fez seus pedidos também de forma bem-humorada: “Quero a volta da geral no Maracanã e o meu 13º salário”, cobrou.

Como Natal aqui é em pleno verão (e bota calor nisso!), a musa do toplessaço, Ana Paula Nogueira, foi ousada. E pediu ao Bom Velhinho uma praia sem caretice: “Que as praias possam ser um lugar verdadeiramente democrático, que misture na mesma canga a garotada da periferia com a turma da Zona Sul, as mulheres de biquíni retrô com as de topless, os gays com os pitboys.”

E veio do Complexo da Maré, na voz da moradora Rosilene Miliotti, um pedido bom para todo mundo: “Pediria uma sociedade mais justa. Que pensássemos mais no outro, ou no bem-estar de todos, pois todos se dariam bem”, resumiu. Feliz Natal a todos!

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