Segundo dia de paralisação é marcado por filas de espera nas delegacias

Atendimento está sendo feito por policiais. Funcionários terceirizados do IML e da Faetec também estão em greve

Por gabriela.mattos

Rio - Longas filas e grande espera marcaram o segundo dia de paralisação de funcionários terceirizados das Delegacias Legais, do Instituto Médico Legal (IML) e da Faetec. Em delegacias do Centro e zonas Sul, Norte e Oeste o primeiro atendimento está sendo feito por policiais, quando deveria ser realizado por atendentes contratados. A previsão é que o registro de ocorrência fique pronto em dois dias úteis, em vez de ser emitido na hora.

Cerca de 70% dos trabalhadores das delegacias e de unidades da Faetec aderiram à greve depois de dois meses de atraso no pagamento dos salários, 13º salário e férias. No IML, a adesão foi de 30%. Quem buscou atendimento nas delegacias precisou ter paciência e tempo para esperar ser atendido. Foi o caso do office-boy Anderson da Silva, de 21 anos, que esperou por mais de duas horas para fazer um registro de ocorrência na 5ª DP (Gomes Freire), depois que sofreu um assalto conhecido como saidinha de banco.

Tempo de espera na fila foi mais de duas horas nesta quarta-feiraJulianna Prado/Agência O DIA

“Quando estava chegando no trabalho, três bandidos anunciaram o assalto e acabaram levando a minha mochila que tinha R$ 5 mil”, conta Anderson que procurou fazer o registro online mas não pode devido à gravidade do ocorrido. “A única informação que tive no balcão da delegacia é que era para eu esperar e que ia ser chamado pelo nome. Mas não havia previsão para ser atendido.”

Ainda não se tem previsão de retorno das atividades, já que não há estimativa de pagamento dos terceirizados, de acordo com o Sindicato dos Empregados de Empresas e Asseio e Conservação do Município do Rio de Janeiro.

“A paralisação se intensificou depois que o sindicato enviou um documento para as empresas Angel e Prol (que contratam serviços de limpeza e atendimento ao público na Faetec, no IML e delegacias), avisando que não haveria previsão de retorno das atividades dos trabalhadores”, disse o vice-presidente do sindicato, Gilberto César de Alencar.

A Secretaria de Estado de Fazenda informou em nota que está concentrando esforços para reunir os recursos que garantam a realização dos pagamentos o mais rápido possível. De acordo com o órgão, os pagamentos ainda não foram realizados porque a prioridade do governo do estado é o pagamento dos salários de todos os servidores ativos, inativos e pensionistas.

?Reportagem da estagiária Julianna Prado

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