A proposta do espetáculo é explorar a relação entre ritmo, memória e territórioDivulgação
O espetáculo utiliza sons característicos da periferia, como o movimento dos trens, os anúncios de vendedores ambulantes, as buzinas dos ônibus e o barulho da chuva, para construir uma narrativa baseada nas experiências dos moradores da região.
A montagem aborda temas como mobilidade urbana, enchentes, invisibilidade social, arte e resistência, utilizando o sapateado como linguagem para transformar situações cotidianas em música e movimento.
“A gente entende que sapateado é dança e música ao mesmo tempo. Além disso, acreditamos na dança como uma ferramenta de compartilhamento da vida. Por isso, partimos de experiências recorrentes e comuns a quem é periférico”, explicou.
A diretora afirma, também, que um dos objetivos da montagem é despertar a identificação do público com os acontecimentos representados no palco.
“O que desejamos provocar é, principalmente, identificação. Queremos que quem assista ao espetáculo se veja representado em tudo aquilo que nós, que vivemos por aqui, temos em comum: seja o som do trem, seja a arte, seja a possibilidade”, completou.
De acordo com o coletivo, trata-se do primeiro e único grupo de sapateado do Brasil com essa formação exclusivamente feminina. Além das apresentações, as integrantes desenvolvem atividades em escolas e projetos sociais, buscando ampliar o acesso à modalidade e incentivar a participação de novos artistas.
O grupo também promove anualmente um festival que oferece bolsas destinadas a pessoas negras, estudantes de baixa renda e participantes de projetos sociais.
19 de outubro de 2026 (segunda-feira)
Oficina de tap dance: 17h30
Espetáculo: 19h30
Local: Grupo Espírita Represa – JL Vida
Endereço: Caminho Manhoso, 474, Prata, Nova Iguaçu
Horário: 10h
Local: Colégio Estadual Alfredo Neves
Endereço: Rua Cruz e Souza, 100, Carmari, Nova Iguaçu
Entrada gratuita e classificação livre.

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