Editorial: Política com mais razão e menos rancor

É preciso avaliar o impacto de rupturas e o Brasil que emergirá depois de tão excruciante processo constitucional

Por adriano.araujo , adriano.araujo

Rio - Sofrendo ou não a presidente Dilma Rousseff duro revés na guerra do impeachment hoje no Congresso, há de se lamentar que no longo e desgatante processo tenha sobressaído mais rancor do que análise pelo prisma da razão.

É PRECISO deixar bem claro que, numa hipótese de derrota, o afastamento de Dilma não se dará hoje, e amanhã o Brasil amanhecerá com a ressaca dos vitoriosos e o engulho dos derrotados. Elementos que infelizmente têm tudo para acirrar as animosidades que prejudicaram o debate, reduzindo-o a um pouco construtivo falatório ofensivo e maniqueísta.

VENCER AS MARÉS que exacerbam opiniões é a dura tarefa que se impõe no dia seguinte. Já será difícil enxergar um norte neste cipoal de interesses, vaidades e maquinações; mas o bem da República deve prevalecer. Há sérios problemas que mantêm o país na inércia.

É PRECISO avaliar o impacto de rupturas e o Brasil que emergirá depois de tão excruciante processo constitucional.

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