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Nilo Sergio Felix: o Rio verga, mas não quebra

Confirmando o sucesso, a infraestrutura da rede hoteleira do interior disponibiliza 38 mil quartos, gerando mais de 70 mil empregos

Por thiago.antunes

Rio - Malgrado os acontecimentos negativos em termos de segurança dos últimos meses, a cidade e, sobretudo, o Estado do Rio também têm vivenciado uma agenda positiva. Isto porque empresários e autoridades apostam no turismo como forma de recuperação da imagem e da economia (que andam juntas), apresentando iniciativas concretas, das quais a mais promissora é o Programa Rio de Janeiro a Janeiro.

Estudo encomendado pelo Conselho de Turismo do Rio à Fundação Getúlio Vargas revela, num cálculo moderado, que se esse calendário de eventos mensais Rio de Janeiro a Janeiro atrair 20% a mais de turistas, o impacto econômico na cidade será de, aproximadamente, R$ 6,1 bilhões, gerando quase 170 mil novos postos de trabalho. O que não é sonho, considerando que estão listados projetos de comprovado impacto na decisão do turista ao escolher seu próximo destino, como a Maratona do Rio, eventos de gastronomia, campeonatos, moda, muita música e atividades esportivas, além dos tradicionais Carnaval e Réveillon.

Outra conquista é a mobilização de setores irmãos, como a cultura e o esporte, turbinados por uma visão de economia criativa e com a chancela do governo federal, que se dispõe a autorizar patrocínios de empresas estatais e priorizar o acesso às leis federais de incentivo.

O consórcio RioGaleão acaba de anunciar a ampliação das frequências e rotas para o exterior, o que abre boas perspectivas para a vinda de estrangeiros para o Rio, na volta e, daqui, para uma esticada em busca de destinos sedutores no interior fluminense: Serra Verde Imperial, Costa do Sol, Costa Verde e outros. A partir de dezembro, a Azul passa a oferecer voos semanais de Buenos Aires para Cabo Frio.

Mas mesmo antes de resultados que aumentem significativamente a presença de turistas no Rio e daqui para o interior fluminense , o Réveillon deste ano já promete: o site Kayak, por exemplo, que pertence a um grupo americano, demonstrou que o Rio de Janeiro é o destino mais procurado pelos brasileiros na virada 2017/2018, ultrapassando Miami.

Mais um destaque é a temporada de cruzeiros, que teve início no fim de outubro. Até abril de 2018, são esperados 380 mil visitantes, em 25 meganavios. Vale ressaltar que no período de 2016/17 cada viajante gastou em média R$ 600 nas cidades de escala.

O interior do estado também contribuiu para este cenário. Como as Noites de Choro, em Conservatória; a eleição de praias espetaculares pelo TripAdvisor, como Pontal do Atalaia, Praia do Farol e Praia do Forno, em Arraial do Cabo; Praia do Forte, em Cabo Frio, como uma das 25 melhores do Brasil, e Praia de Lopes Mendes, em Angra dos Reis, sendo a segunda melhor do Brasil; Teresópolis, eleita pelo Expedia Brasil como um dos 23 destinos mais bonitos no Brasil e a temporadas de cruzeiros, quem também abrange o interior.

Confirmando o sucesso, a infraestrutura da rede hoteleira do interior disponibiliza 38 mil quartos, gerando mais de 70 mil empregos.

Tudo isso embalado pela mobilização de todos os polos que pulsam energia construtiva para o Rio e interior, com integral apoio de sua população, que tem consciência, como no personagem universal do livro 'O Pequeno Príncipe', que "tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas". Comprovando o status de bom anfitrião que o povo fluminense tem e que cativa todos que visitam o nosso estado.

O Rio verga, mas não quebra.

Nilo Sergio Felix é secretário estadual de Turismo e presidente do Conselho Estadual de Turismo

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