Carta aberta ao governador

Diante de um estado que chegou ao fundo do poço, mais de 60% da população depositou no senhor a esperança de darmos a volta por cima

Por Marcos Espínola, Advogado criminalista

Marcos Espínola
Marcos Espínola -

Passado o Natal, no qual as crianças escrevem mensagens ao Papai Noel, segue aqui, em forma de artigo, uma carta de intenções direcionadas para aqueles que estarão, neste início de 2019, à frente do estado, em especial o novo governador do Rio de Janeiro. Afinal, diante de um estado que chegou ao fundo do poço, mais de 60% da população depositou no senhor a esperança de darmos a volta por cima.

Dessa forma, solicitamos toda a atenção e profissionalismo que a função necessita. Com base no seu histórico militar e jurídico, a população tem a expectativa de transformar o Rio, trazendo-o novamente para os rumos do crescimento. É inegável que para isso o foco inicial deve ser a Segurança Pública, área que nos últimos anos se tornou disputas de grupos políticos, sem a devida seriedade que o tema requer.

Com o know how que o senhor adquiriu ao longo de sua trajetória esperamos que possa "radicalizar" no bom sentido da palavra, desmembrando estruturas falhas e ineficazes. Quem sabe criando secretarias específicas para as polícias, tendo quadros técnicos em seu comando? Sejam quais forem as medidas, o que a sociedade quer é que sejam tomadas de forma independente e que os planos estratégicos também estejam livres dos interesses de grupos, ideologias ou partidos.

No estado de guerra que vivemos, não há mais tempo e nem motivos para negar que é preciso maior investimento nas forças policiais para combater o narcotráfico na cidade e no estado. Além das melhorias em equipamentos, treinamentos e armamentos, é preciso um olhar apurado nos direitos que garantem a própria segurança dos agentes, incluindo sua saúde física e psicológica.

Os últimos governos foram desrespeitosos com todos os cidadãos, haja vista a calamidade nas áreas da Saúde e Educação. Com a polícia não foi diferente. Licenças especiais, reconhecimento de atos e serviços para os feridos em combate e até férias lhe foram negadas sob a alegação da falta de efetivo. Direitos básicos dos quais muitos só foram adquiridos após batalha judicial.

Senhor governador, estamos diante de grave problema na Segurança Pública e contamos com o seu empenho para fortalecer o policial, pois como canta "Seu Jorge" ele é "Trabalhador...Trabalhador brasileiro...Dentista, frentista, polícia, bombeiro...Trabalhador brasileiro..." e precisa de melhores condições e dignidade, assim como todos os cidadãos.

Comentários

Últimas de Opinião