Marcelo Kieling é jornalista, especialista em marketing e bacharel em Ciências Contábeis
Marcelo Kieling é jornalista, especialista em marketing e bacharel em Ciências ContábeisReprodução
Por Marcelo Kieling*
Em 25 de fevereiro, o chefe do Executivo federal afirmou ter lido que o uso das máscaras, recomendado pelas autoridades de Saúde para reduzir a exposição a partículas que propagam o vírus, poderia causar “irritabilidade, dor de cabeça, dificuldade de concentração, diminuição da percepção de felicidade, recusa a ir para escola ou creche, desânimo, vertigem e fadiga” em crianças.
O presidente, seus assessores e pessoas do alto escalão do governo, nunca usaram, no cotidiano, máscaras. Em 10 março, após o discurso de um ex-presidente, ele apareceu em um ato de assinatura de projetos, na sua necessidade narcisista e psicopata eleitoral, usando máscara. Neste mesmo dia, seu filho, um deputado federal, em rede social, disse para as pessoas “enfiarem a máscara no rabo”. Vivemos o Teatro do Absurdo.
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O governo federal, eleito para gerir os negócios públicos, cria uma batalha antecipada eleitoral e abandona a população no meio da maior crise sanitária mundial. O Brasil é governado de forma irresponsável, negacionista e sem qualquer ação para apoiar as medidas de prevenção sanitária, nos faz verdadeiros cobaias da morte.
Já são 270 mil famílias destroçadas pelo vírus, sem ao menos poder se despedir de seus entes familiares. E o que faz o governo? Abre a campanha eleitoral, que será realizada apenas em 2022, com uma pandemia ainda com muito tempo longe de acabar. As mortes do povo são resultado da defesa política interna da burguesia e da política ultraliberal e, ao mesmo tempo, populista.
Este governo, eleito a partir de um processo de massificação da desinformação por meio das redes sociais e de grupos da mídia corporativa e, dessa forma, apesar da toda incompetência e inaptidão do presidente para o cargo, ele vai se mantendo, ainda, como opção dessa burguesia.

Vivemos a atmosfera de desolação, solidão e total falta de confiança nas redes de comunicabilidade do homem moderno.

Temos na gestão alguém incapaz, egoísta e obscuro, que usa a hostilidade e ignorância, para tentar perpetuar suas crenças e atitudes pouco cidadãs. Não quer mudar ou ouvir as opiniões dos outros, e aterroriza com seu comportamento arrogante e sem qualquer piedade. É um fanático, limitado na sua ilusão, irresponsável, com ausência de remorso, e total indiferença.

Ataca, ofende, mostra falta de empatia, ou seja, a condição de se preocupar com outro ou de se colocar no lugar desse outro. Consegue imitar emoções, não sente remorso ou mesmo pena. Dissimula e muda de postura quando é para tentar conquistar as pessoas e assim alcançar seus objetivos. Ou seja, ainda por cima, é covarde. As suas atitudes são com uma estreiteza moral; intolerância ética; falta de sensibilidade e estupidez dialética.

A limitação do atual quadro político nos leva a uma compreensão superficial das coisas, servindo como fonte de obstinação, estupidez e falta de vontade em mudar dos eleitos representantes do povo. Precisamos mudar, buscando uma via política que respeite a educação, tenha conhecimentos da real condição econômica, tenha projetos de desenvolvimento social e modifique o status do atual quadro político, ou continuaremos escravos dos “intocáveis e soberanos comandantes” por décadas destas terras, ainda tratadas como Capitanias Hereditárias.

É jornalista, especialista em marketing e bacharel em Ciências Contábeis.