Marihá LopesDivulgação
A ansiedade acaba sendo o carro-chefe para essas pessoas, seguido da sensação de desamparo, um sofrimento muito similar ao luto. Dessa forma, a dor passa a ser real para alguns.
Assim como no início da pandemia, quando o indicado era filtrar algumas informações, diminuir o acesso aos meios que bombardearam com as novidades sobre o avanço da covid-19, quando se fala sobre as eleições, caso tal situação gere desconforto nas pessoas, podemos usar a mesma lógica e tentar diminuir a quantidade de estímulo para que a ansiedade se mantenha dentro de uma normalidade.
Se pensamos pelo viés do luto, entendemos que a pessoa passará por algumas fases, não seria exatamente o luto, apenas a ideia de uma perda simbólica e que, ao mesmo tempo, se mescla com a realidade. Dessa forma, entendemos que é possível ver algumas etapas como a negação e o isolamento, a raiva, a barganha, a depressão e a aceitação.
Tais fases puderam ser vistas para ambos os lados, afinal um lado achou que havia possibilidade de ganhar já no primeiro turno e o outro também acreditou que as pesquisas não estavam certas e o resultado seria a vitória. Cada uma dessas fases se inicia e termina. Seguir em frente é importante para a manutenção da vida do ser humano. Elas não são eternas.
Por fim, entenda como você consegue lidar com as situações políticas em sua vida e tome a decisão que seja melhor e que te traga menos prejuízo, independentemente do que as pessoas ao redor podem pensar ou até mesmo te cobrar. O sofrimento é individual, então, cada um sentirá e deverá reagir de forma a lhe trazer o menor prejuízo.
A democracia e a possibilidade de debates são importantíssimas para a construção e manutenção da consciência política.

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