Selo de atendimento preferencial
Selo de atendimento preferencialDivulgação
Por O Dia
Para celebar o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, comemorado na nesta sexta-feira (2 de abril), um grupo, formado por 56 mães de pessoas com o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) e voluntários, criou um selo para identificar os estalebecimentos comerciais de Porto Real que estão comprometidos com a inclusão.
Segundo uma das organizadoras da iniciativa, Gabriela Catanho, o objetivo é trabalhar a conscientização dos empresários, donos de lojas e mercados da cidade. A ideia é identificar alguns pontos a serem adequados para receber os autistas como: excesso de barulho nas lojas e aglomeração.
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Muitos autistas têm hipersensibilidade auditiva, ou seja, são mais sensíveis aos sons que a média da população. Por isso, o intuito é esclarecer a importância de manter o espaço de compra com o som ambiente, sem barulho excessivo como música alta, por exemplo. Além disso, outro ponto é incluir os autistas nas filas preferenciais, evitando assim as aglomerações. Esta medida, porém, pode ser mantida mesmo após o período da pandemia de coronavírus.
Catanho destaca que o grupo também pretende incentivar a contratação de autistas na modalidade Jovem Aprendiz, como forma de incluir essas pessoas no mercado de trabalho, dando autonomia e oportunidade de emprego, garantindo uma sociedade mais justa e menos preconceituosa. "Atenção, cuidado e paciência são os três pilares que estamos buscando com este projeto e esperamos que os comerciantes estejam abertos para esta mudança", finaliza.
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Sobre o Grupo de Mães
O grupo promove formações para auxiliar os responsáveis a buscarem renda com pequenos trabalhos em casa, uma vez que, muitos não conseguem trabalhar devido ao comprometimento severo dos filhos e a necessidade de acompanhá-los nas inúmeras terapias necessárias.
O projeto, que visa a criação de um Centro de Referência em Autismo para os atendimentos multidisciplinares e outros direitos, foi sistematizado pela Gabriela Catanho, pesquisadora de Políticas Públicas e Educacionais aplicadas aos Autistas, pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UFRJ) e após apreciação e aprovação acadêmica, foi registrada e patenteada pela Biblioteca Nacional/INPI. A proposta já foi levada à Câmara Municipal pelo vereador Ronário de Souza (PSDB), e aguarda ser votado para se tornar lei.