Por gabriela.mattos
Rio - O orçamento municipal para 2017 começou a ser discutido ontem em uma Câmara de Vereadores esvaziada. A previsão é que o total de gastos da prefeitura chegue a R$ 29,5 bilhões, 4,4% a menos que os R$ 30,9 bilhões previstos para este ano.
Só para a Secretaria de Saúde, há uma redução de 19,4% prevista nas verbas. Para 2016, o orçamento previsto era de R$ 6,7 bilhões e, em 2017, R$ 5,4 bilhões. O corte se contrapõe aos planos anunciados pelo prefeito eleito, Marcelo Crivella, que quer a absorção de 16 UPAs do governo do Estado, além da municipalização de unidades federais administradas pelo SUS na capital.
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O projeto de Lei Orçamentária de 2017 vai receber emendas e deve voltar a ser discutido amanhã. Já as contas da prefeitura de 2015, foram aprovadas em votação apertada no plenário. Foram 20 votos favoráveis e 7 contrários. O líder do Psol na Câmara, o vereador Paulo Pinheiro, viu um sinal da perda da influência do prefeito Eduardo Paes no Legislativo. “Tiveram que chamar gente para votar”, declarou o vereador.
O Conselho do Tribunal de Contas do Município aprovou as contas do ano passado, mas a procuradoria do órgão havia emitido parecer contrário. O déficit do orçamento total foi de R$ 86 milhões. Já o Funprevi (fundo de previdência dos servidores) teve déficit de R$ 445 milhões em 2015.
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Reportagem da estagiária Alessandra Monnerat