Por thiago.antunes

Rio - Os animados passeios de lancha que o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) e família faziam pelas paradisíacas águas de Angra dos Reis, na Costa Verde, revelam um pouco mais da vida nababesca que o político preso na Operação Calicute levava. Segundo inquérito da Polícia Federal, apenas para encher o tanque da lancha Manhattan Rio, Cabral gastava cerca de R$ 31.500.

Cada voltinha no iate, pelas contas dos federais, custava R$ 2.250. “Somente para citar o gasto com combustível”, destaca o documento, que salienta ainda o alto custo de manutenção da ‘nau de Cabral’, que entre maio de 2012 e julho de 2014 consumiu entre R$ 1,4 milhão e R$ 2,4 milhões.

Interior da lancha do ex-governador Sérgio Cabral Divulgação/ PF

Apesar de a lancha Manhattan Rio constar em nome de Paulo Fernando Magalhães Pinto Gonçalves, assessor especial e um dos principais aliados de Cabral, a Polícia Federal garante que o ex-governador é o verdadeiro dono da embarcação, avaliada em R$ 5,3 milhões.

Sobre a ‘organização criminosa’ que ocupava o Palácio Guanabara, a tendência é que a lista de indiciados aumente, já que existe a suspeita de que o ex-secretário de Obras e um dos líderes da quadrilha, Hudson Braga, usou a própria família para lavar dinheiro. Os federais querem instaurar novo inquérito para investigar a mulher, Rosângela de Oliveira Machado Braga, e a filha dele, Jéssica Machado Braga.

Polícia Federal divulgou imagens da lancha de Sérgio Cabral Divulgação/ PF

Com relação a Hudson Braga, ontem o Ministério Público Federal (MPF) manifestou ao Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) que ele e o investigado Carlos Miranda, ex-assessor de Cabral, não devem ser beneficiados com a liberdade provisória ou medidas alternativas à prisão. Presos desde a declaração da Calicute, em 17 de novembro, Braga e Miranda terão habeas corpus julgados em breve pelo TRF2.

Com relação à mulher de Cabral, Adriana Ancelmo, o inquérito da PF cita o depoimento de uma funcionária do escritório da ex-primeira dama, Michele Tomaz Pinto, confirmando que ela recebia dinheiro em espécie dos operadores da organização.

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