Por rafael.nascimento

Rio - Morreu na madrugada deste sábado, dia 17, no Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, a bebê salva após uma cesárea de emergência, realizada em Patrícia Aparecida Pimenta Rosa, 31 anos, que já estava morta. A mulher foi assassinada com um tiro na nuca após uma briga em um bar na noite de ontem na comunidade do Terreirão, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste. A informação foi confirmada pela Secretaria municipal de Saúde (SMS). Principal suspeito dos crimes, o policial reformado da PM Luiz Cláudio Machado Paixão teve a prisão temporária, de 30 dias, decretada pela Justiça na tarde deste sábado. 

Uma das vítimas%3A Patrícia Pimenta RosaReprodução Internet

Na briga em que a gestante foi morta, outras três pessoas foram baleadas e não resistiram. Todas foram executadas, segundo a Divisão de Homicídios, e o autor dos disparos seria o policial reformado da PM. A motivação do crime ainda está sendo investigada. Informações iniciais apontam que Paixão era vizinho da família de Patrícia e brigas anteriores já haviam sido registradas entre eles. 

De acordo com o delegado André Leiras, que investiga o caso, as outras pessoas mortas foram identificadas como Markeli Maria Leite Matheus, de 39 anos; Francisco Pimenta Rosa, 25, irmão da Patrícia; e Lutero Barbosa da Silva, pai da criança.  "Todas foram executadas por tiros à queima-roupa. A grávida foi morta com um tiro na nuca, no qual o cano encostou em sua cabeça. Na outra mulher, o disparo foi feito bem próximo ao seu rosto", disse. 

Segundo Leiras o sargento da PM Paixão foi indiciado por quatro homicídios dolosos qualificados em concurso com aborto na sua forma tentada.

 O corpo do bebê será encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML).  Durante a manhã, o cunhado de Patrícia, Luismar Barbosa, compareceu para liberar o corpo de seus familiares. 

"Meu irmão foi comprar a briga de não sei quem. Mas creio que tinha uma rixa sim. O Lutero morava há 10 anos no Terreirão, é um cara tranquilo, ficha limpa, não tinha envolvimento", disse Luismar Barbosa.

Ainda segundo Luismar, testemunhas disseram que o irmão ainda agonizava, já caído no chão, quando o policial se aproximou e atirou novamente. "Fiquei sabendo que o Lutero ainda se debatia quando o policial fez mais um disparo", contou.  

Tentativa de salvar o bebê mobilizou equipe médica

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a causa da morte foi ocasionada por  complicações cardiorespiratórias e pela falta de irrigação sanguínea. 

Após o crime, policiais miltiares do Batalhão da Barra da Tijuca foram os primeiros a chegar ao local. Eles chamaram o Corpo de Bombeiros com prioridade na tentativa de salvar o bebê, apesar da gestante já estar morta. O corpo de Patrícia foi levado, então, por uma ambulância para a maternidade Leila Diniz, onde a cesariana foi realizada.

Os médicos chegaram a salvar o bebê e, em estado grave, ele foi transferido ainda na madrugada para uma Unidade de Tratamento Intensivo no Hospital Municipal Lourenço Jorge. No entanto, não resistiu. 

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