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Mãe de grávida que foi sequestrada e morta pede justiça no enterro da filha

'Era uma filha responsável...companheira', repetia aos prantos Barbara Filomena Costa, mãe da vítima

Por cadu.bruno

Rio - Amparada por familiares e uma assistente social, Barbara Filomena Costa, mãe da grávida sequestrada e morta de forma brutal após sair de casa para buscar doações para o bebê na Central do Brasil clamou por justiça e pediu a prisão dos três acusados que estão foragidos. Rayanne Christini Costa, 22 anos, e o bebê - que chegou a nascer, mas morreu pouco depois do parto - foram enterrados sob forte comoção neste sábado, no Cemitério do Murundu, em Realengo. "Era uma filha responsável...companheira", repetia, aos prantos.

Mãe da vítima clamou por justiça e pediu a prisão dos três suspeitos que estão foragidosEstefan Radovicz / Agência O Dia

Na última terça-feira (03/01) a Polícia Civil entregou à família de Rayanne o laudo do exame de DNA que comprovou que eram dela os restos mortais encontrados carbonizados no quintal da casa de Thainá Silva Pinto, de 21 anos, e o marido dela, Fábio Luiz Souza Lima, 27. O caso foi revelado com exclusividade pelo DIA Online. O casal está preso no Complexo Penitenciário de Gericinó, na Zona Oeste. Três outros suspeitos são considerados foragidos pela polícia.

"Quero que a polícia consiga prender esses criminosos que estão soltos para que eles não façam com outras pessoas o que fizeram com a minha filha, e que ela (Thainá) viva bastante tempo para pagar por tudo que fez com a minha família. A partir de agora, viverei em função da prisão e da condenação deles" desabafou.

Thaina da Silva Pinto%2C 21 anos%2C é a suspeita de ter encontrado com Rayanne na Central Reprodução

Grávida de 7 meses, Rayanne saiu de sua casa em Padre Miguel, na Zona Oeste, no dia 13 de dezembro, para encontrar com Thainá que havia prometido entregar doações para o bebê. Elas se conheceram em uma página do Facebook e combinaram o encontro pela internet. Segundo a Polícia Civil, ao encontrar Thainá na Central do Brasil, a vítima foi levada para um carro a poucos metros do terminal de trens, com três pessoas dentro. Em seguida, o veículo partiu rumo a Magé, na Baixada Fluminense, onde a grávida seria morta.

Segundo as investigações, Rayanne foi obrigada a ingerir um medicamento para induzir o parto, que teria sido normal. Logo após, foi enforcada com uma borracha e morta. O corpo foi queimado no quintal da residência de Thainá, que, ainda de acordo com a Polícia Civil, colocou o corpo do bebê dentro da bolsa de Rayanne e jogou em um terreno baldio em Guapimirim. Para os investigadores não restam dúvidas de que Thainá e Fábio tramaram o crime para ficar com o bebê. Ela mentiu nas redes sociais dizendo que estava grávida de uma menina e, por isso, teria atraído Rayanne.

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