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Alvo de prisão é vice de futebol do Flamengo e ex-braço direito de Eike

Flávio Godinho é investigado por corrupção ativa e foi preso. Junto com Eike, ele teria pago US$ 16,5 milhões a Cabral usando conta no Panamá

Por adriano.araujo , adriano.araujo

Rio -  Um dos alvos da segunda fase da Operação Eficiência, segunda fase da operação Calicute, desdobramento da Lava Jato no Rio, é o advogado Flávio Godinho, vice de futebol do Flamengo, contra quem foi cumprido mandado de prisão preventiva. Ele é ex-braço direito de Eike Batista na EBX e é investigado por corrupção ativa, com o pagamento de propina de US$ 16,5 milhões a Sérgio Cabral usando conta no Panamá.

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), Eike e Godinho usaram a conta Golden Rock no TAG Bank, no Panamá. O valor pedido por Sérgio Cabral a Eike Batista em 2010 e, para dar aparência de legalidade à operação, foi realizado em 2011 um contrato de fachada entre a empresa Centennial Asset Mining Fuind Llc, holding de Batista, e a empresa Arcadia Associados, por uma falsa intermediação na compra e venda de uma mina de ouro. A Arcadia recebeu os valores ilícitos numa conta no Uruguai em nome de terceiros, mas à disposição de Sérgio Cabral.

Flávio Godinho%2C alvo de prisão em desdobramento da Lava-Jato%2C é vice de futebol do Flamengo e ex-braço direito de Eike BatistaReprodução Internet

Eike Batista, Godinho e Cabral também são suspeitos de terem obstruído a investigação. De acordo com o MPF, numa busca e apreensão em um endereço vinculado a Batista em 2015 foram apreendidos extratos que comprovavam a transferência dos valores ilícitos da conta Golden Rock para a empresa Arcádia. Na época, os três orientaram os donos da Arcadia a manterem perante às autoridades a versão de que o contrato de intermediação seria verdadeiro.

“De maneira sofisticada e reiterada, Eike Batista utiliza a simulação de negócios jurídicos para o pagamento e posterior ocultação de valores ilícitos, o que comprova a necessidade da sua prisão para a garantia da ordem pública”, frisam os nove procuradores corresponsáveis pela operação.

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