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Informe: Prisão de conselheiros do TCE coloca em xeque critério de indicação

Única poupada pela Polícia Federal, Mariana Montebello foi indicada pelo MPE; os demais foram escolhidos pelo governador e pela Alerj

Por thiago.antunes

Rio - A prisão temporária de cinco conselheiros do Tribunal de Contas do Estado e a confissão dos crimes por um outro, totalizando seis dos sete da corte, coloca em xeque o critério para a indicação ao cargo.

Na composição atual, os conselheiros foram escolhidos por três Poderes: governador do estado, Assembleia Legislativa e Ministério Público Especial (MPE). De todos, apenas Marianna Montebello foi indicada pelo MPE — curiosamente, a única poupada pela Polícia Federal. Os outros seis foram indicações políticas. São ex-políticos, indicados por políticos, para fiscalizar políticos.

Filho fiscaliza pai

Para refrescar a memória: preso ontem, o conselheiro Marco Antônio Alencar foi indicado para a vaga quando era deputado estadual durante o governo do pai, Marcello Alencar, em 1997. A escolha foi creditada à cota da Alerj. O papel do TCE-RJ é fiscalizar as contas do governo estadual e das prefeituras — exceto a da capital, cuja tarefa cabe ao TCM.

Sem indicação

Caso Marianna Montebello consiga realizar sessões promovendo os três auditores substitutos de conselheiros, seria a primeira vez em que o tribunal teria um corpo estritamente técnico. Para entrar no MPE, de onde ela é oriunda, é preciso concurso público. Assim como para assumir a vaga de auditor substituto.

Cautela

Marianna se reuniu ontem com a procuradoria do TCE para analisar a possibilidade. Mas trata o assunto com cautela. A princípio, a prisão dos colegas é apenas temporária (dura no máximo dez dias).

Parabéns pra você

Ontem foi aniversário de Pezão. O governador completou 62 anos e ganhou um presente de grego. Viu seu principal aliado, Jorge Picciani (PMDB), presidente da Alerj, ser conduzido coercitivamente pela PF para prestar depoimento. Se Pezão ainda se mantém à frente do Palácio Guanabara, deve isso a Picciani.

Água no chope

Filho de Picciani, Rafael não foi à Alerj ontem. Goza da licença-casamento.

Recado

A procuradora de Justiça Laize Macedo mandou indireta, endereçada a um graúdo do Ministério Público do Rio, no grupo fechado de funcionários do MPRJ no Facebook. “Fala na delação, Cabral, quem é o teu ‘amigo’ no MPRJ que dizia com orgulho: ‘Cabral e Pezão só fazem o que eu quero’ ”.

Partido muda de nome

O PSL passará a se chamar Livres e lançará hoje suas novas diretrizes, na Associação Comercial do Rio, às 17h30, com palestra de Gustavo Franco.

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