Os sabores que vêm do campo

Evento que reúne no Rio os principais chefs de cozinha do país conta com feira de produtores rurais

Por Bernardo Costa

Na feirinha de produtores rurais, público pode degustar novidades
Na feirinha de produtores rurais, público pode degustar novidades -

Rio - A consciência de que a gastronomia não se resume ao preparo e ao consumo de alimentos é algo comum entre os chefs de cozinha que participam do Santander Delícias do Brasil, que começou ontem e termina no domingo, no Jockey Club Brasileiro, na Gávea. A arte culinária, como reforçam os profissionais, começa no campo. É de onde vêm queijos, vinhos, mel, cachaça e insumos que alimentam suas criações. É por isso que os produtores rurais do estado do Rio têm presença garantida no evento gastronômico, com outras atrações como almoços e jantares temáticos, aulas demonstrativas e food trucks.

No espaço dedicado aos produtores rurais, haverá uma feira para degustação e comercialização de queijos, vinhos, mel, cachaças e cafés. Ao todo, serão 16 participantes. O stand do mercado Zona Sul traz marcas de café especiais. Um dos mais apreciados tem sido o Tassinari, do município de São José do Vale do Rio Preto. "Isso porque ele meio corpo, não tão forte nem tão fraco. Então ele acaba agradando a todos", diz Chrisler Souza, consultor de café do mercado Zona Sul.

O apicultor Eugênio Basile, que estará no auditório Sesc/Senac de Gastronomia para aula em conjunto com a chef Viviane Gonçalves, também participa da feira de produtores. Ele é o proprietário da Mbee Mel Terroir, que trabalha exclusivamente com mel extraído de abelhas brasileiras.

Segundo Eugênio, o mel nativo, por falta de legislação específica para manejo, é pouco comercializado no país. "Ele é considerado o ouro líquido da gastronomia nacional e abrange uma gama variada de sabores, o que permite a harmonização com diferentes tipos de pratos. O consumo do mel nativo remonta aos indígenas. Mas, hoje, os brasileiros o desconhecem completamente", conta Eugênio, que apresenta diferentes de tipos de mel, que variam no sabor e na coloração. "Temos desde o mel incolor ao mais escuro, tipo ocre", diz Basile.

Com produção na cidade fluminense de Rio das Flores, a cachaçaria Werneck traz para o evento dois tipos de cachaças que foram premiadas em abril na Bélgica. São os modelos Ouro e Safira Régia. Para Eli Werneck, proprietário da marca, o segredo de sua produção está nos cuidados com os barris. "Eu mesmo trato e reformo os barris, que são feitos de carvalho francês", diz.

Programação

- Sábado

No restaurante Vila dos Sabores, haverá jantar dedicado à culinária da Região Sudeste, às 20h30. Na ocasião, a chef Andrea Tinoco, do Rio, recebe os colegas Julio Lemos, do Espírito Santo, e Beth Beltrão, de Minas Gerais, para um cardápio elaborado em conjunto, a seis mãos.

- Domingo

Às 13h, a refeição temática será dedicada à Região Centro Oeste, com a participação dos chefs de cozinha Lui Veronese, do Distrito Federal, e Ian Baiocchi, de Goiás. A anfitriã será a chef Flávia Quaresma, no Rio.

- Aulas

Hoje, entre 12h30 e 22h10, estão previstas dez aulas no auditório Sesc/Senac de Gastronomia. Na programação, temas como cervejas e vinhos brasileiros e influências da cozinha francesa na culinária nacional. Ingressos em www.deliciasdobrasil.net.br.

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