Grupo faz protesto na Prefeitura do Rio contra Crivella

Manifestantes foram até o 13º andar, onde fica o gabinete do prefeito e no 7º, onde fica a Saúde

Por O Dia

Grupo entrou ontem na prefeitura para protestar contra o prefeito
Grupo entrou ontem na prefeitura para protestar contra o prefeito -

Rio - Um grupo realizou protesto contra o prefeito Marcelo Crivella, na manhã desta quarta-feira, na sede da Prefeitura do Rio, na Cidade Nova. Os manifestantes foram até o 13º andar, onde fica o gabinete do chefe do Executivo municipal, e no 7º, onde fica a Secretaria Municipal de Saúde. Eles questionavam a gestão de Crivella e as declarações dadas por ele durante uma reunião com pastores evangélicos, onde o prefeito supostamente oferecia facilidades para cirurgias de catarata e varizes, soluções para problemas de IPTU dos templos e instalação de pontos de ônibus perto de igrejas.

Durante o ato, guardas municipais se posicionaram diante de uma porta de vidro, enquanto o grupo gritava palavras de ordens e segurava cartazes com dizeres criticando a administração Crivella. Do lado de fora, centenas de pessoas também faziam um ato contra o prefeito.

Em nota, a Casa Civil informou que o vereador David Miranda (PSOL), liderou um grupo de cerca de 10 pessoas. "Alegando serem funcionários da saúde, invadiu o 7° e o 13° andar da prefeitura para, entre outras coisas, convocar servidores para apoiarem a saída do Prefeito. Convocado por vídeo pela página PSOL Carioca, o manifesto durou alguns minutos, e o grupo só aceitou se retirar após um pedido da Guarda Municipal", diz a pasta no texto. 

O vereador David Miranda relatou que a Guarda Municipal agiu com truculência."O movimento estava pacífico até a hora que tentaram agredir a gente. A Guarda Municipal, truculenta mais uma vez, machucou uma de nossas companheiras. Tivemos que agarrá-la porque agarram ela fortemente. Mas nós mostramos o nosso recado", declarou em em um vídeo divulgado em seu Facebook.

Nesta terça-feira, os vereadores que fazem oposição a Crivella na Câmara Municipal conseguiram as 17 assinaturas necessárias para realizar uma sessão extraordinária que discuta os pedidos de impeachment, protocolados nesta segunda-feira na Casa. Assinaram o documento: Tarcísio Motta, David Miranda, Paulo Pinheiro, Babá, Renato Cinco, Leonel Brizola (PSOL); Reimont, Luciana Novaes (PT); Fernando William (PDT); Átila Alexandre Nunes, Rosa Fernandes, Rafael Aloísio de Freitas (MDB); Leandro Lira (Novo); Teresa Bergher e Professor Adalmir (PSDB); Ulisses Marins (PMN) e Zico (PTB).

Em entrevista ao programa "SBT Rio", Crivella disse que nunca ofereceu possibilidade de furar a fila de cirurgias da catarata, porque teria "zerado a fila". O encontro com cerca de 170 líderes religiosos e pastores evangélicos, que não constava na agenda oficial, aconteceu no dia 4 de julho no Palácio da Cidade. O prefeito discursou na presença do pré-candidato a deputado federal pelo PRB Rubens Teixeira. Em uma das falas, gravadas em áudio por jornalista dos jornais "Globo" e "Extra", Crivella sugeriu aos pastores que orientem os fiéis a procurar uma assessora dele, Márcia (da Rosa Pereira Nunes), que poderia agilizar as cirurgias.

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