Justiça mantém prefeito de Japeri preso

Carlos Moraes foi preso sob a suspeita de associação criminosa com traficantes de drogas da cidade

Por O Dia

Carlos Moraes (E) é encaminhado para avaliação e tratamento médico
Carlos Moraes (E) é encaminhado para avaliação e tratamento médico -

Rio - Em audiência de custódia realizada nesta segunda-feira, o juiz Alex Quaresma Ravache manteve a prisão do prefeito de Japeri, na Baixada Fluminense, Carlos Moraes Costa, do Partido Progressista (PP). Ele foi preso na sexta-feira, acusado de associação com o tráfico de drogas da cidade. Moraes foi preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito: uma pistola 9 milímetros, carregador e 49 munições do mesmo calibre e dois carregadores, um de calibre 40 e outro de calibre indeterminado.

Na sentença, o magistrado ressalta que o prefeito já foi condenado por ameaça e que teria ameaçado um jornalista na Cidade da Polícia. Ele responde a dois processos e ainda a dois inquéritos.

"Tais circunstâncias evidenciam a personalidade agressiva do custodiado e o risco concreto de reiteração delitiva. Por tais razões, a prisão cautelar é necessária como garantia da ordem pública", diz o documento.

Durante a audiência o prefeito ficou algemado. "Justificada a manutenção das algemas no custodiado em virtude da situação recente de flagrância, dimensões da sala de audiências, bem como pela necessidade de preservação da integridade física dos presentes", diz a decisão.

Ao final da audiência, o juiz determinou que Moraes fosse encaminhado para avaliação e tratamento médico. Na página da Prefeitura de Japeri no Facebook, um post informa que o expediente está normal e que o vice-prefeito, Cézar de Melo e o secretariado continuam atendendo a população e dando prosseguimento e tramitação aos processos administrativos da cidade.

Também nesta segunda-feira, o presidente da Câmara de Vereadores de Japeri, Wesley George de Oliveira, o Miga, do PP, se entregou na Delegacia de Homicídios, na Barra. Ele teve a prisão decretada na mesma investigação de Moraes e estava foragido desde sexta-feira. O vereador da cidade Claudio José da Silva, o Cacau, do PP, e a assessora da prefeitura Aparecida Kaiser de Matos também foram presos com Moraes. Os quatro são acusados de envolvimento com o o bando do traficante Breno Silva de Souza, o BR, apontado como chefe do tráfico do local.

Em uma interceptação telefônica autorizada pela Justiça, Moraes foi flagrado conversando com BR. A investigação é do Ministério Público e da Delegacia de Homicídios (DH).

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