Por MARIA INEZ MAGALHÃES
Publicado 20/12/2018 03:00 | Atualizado 20/12/2018 08:17

Rio - Amparados pela Licença para Tratamento de Saúde (LTS), 20 policiais militares usaram o benefício para trabalhar para uma empresa de escolta de cargas no período em que se declaram impossibilitados para exerceram a função de agentes da lei. Os casos são de 1º de janeiro de 2016 a 30 de abril de 2017. O esquema foi descoberto a partir de denúncia anônima e confirmado a partir da análise de documentos feita pela Corregedoria e as Delegacias de Polícia Judiciária Militar (DPJM).

Segundo as investigações, a Polícia Militar gastou com os PMs de licença quase R$ 800 mil. Pelos serviços prestados pela empresa, os policiais ganharam, juntos, em torno de R$ 1 milhão. O Inquérito Policial Militar (IPM) responsabilizou também oficiais que tinham a função de fiscalizar os benefícios.

Dos 20 PMs, três já foram excluídos da corporação por outros motivos. Os 17 em LTS foram afastados de suas funções e submetidos a Processo Administrativo Disciplinar (PAD). Em um dos casos, um PM ficou 260 dias de licença, porém trabalhou praticamente todo o período na escolta de cargas pela empresa particular. Mas há casos de policiais licenciados até por anos.

Em nota, a PM informou que os policiais foram alvos de investigação da Corregedoria da Polícia Militar, que imediatamente instaurou Inquérito Policial Militar para apurar o fato deles estarem exercendo outras funções quando se encontravam em Licença de Tratamento de Saúde. O resultado do IPM será encaminhado à Justiça Militar e um Procedimento Administrativo Disciplinar vai avaliar a possibilidade de permanência ou não na corporação.

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