Wilson Witzel diz que vai construir dez presídios até o fim de seu governo

A ideia é abrir 50 mil novas vagas no sistema penitenciário do estado, a um custo de R$ 800 milhões

Por LUIZ PORTILHO

Witzel e o Monsenhor André Sampaio rezaram durante a cerimônia
Witzel e o Monsenhor André Sampaio rezaram durante a cerimônia -
Rio - O governador Wilson Witzel (PSC) fez um balanço dos seis primeiros meses de sua gestão. Em evento no auditório da Procuradoria Geral do Estado, no Centro do Rio, na manhã desta sexta-feira, Witzel prometeu construir, até o fim do governo, dez presídios no estado, para abrir 50 mil vagas, ao custo de R$ 800 milhões.

"Eu tenho um plano progressivo da segurança. Vamos investir na investigação, no combate frontal e na recuperação daqueles que quiserem ser recuperados. Nós vamos construir, e isso é meu desejo, dez novos presídios para dar 50 mil novas vagas. Isso custa muito, são R$ 800 milhões, mas é o preço da paz. Não adianta prender. Prendemos 21 mil bandidos nesses 180 dias. Se não  tiver uma saída que seja melhor do que a entrada", disse o governador, sem dar um prazo para o início das obras.

Além disso, Witzel prometeu colocar mais 15 mil policiais nas ruas até o fim do governo, em 2022. "Já fortalecemos as polícias civil e militar com equipamentos, mas precisamos de recursos humanos. Vamos integrar as polícias", disse o governador.
CV sem munições
Em conversa com jornalistas, o governador ainda afirmou que a facção criminosa Comando Vermelho (CV) está sem munições. "A informação que eu tenho do comandante da Polícia Militar (tenente-coronel Rogério Figueredo) é a de que o Comando Vermelho está sem munição. Parabenizo o trabalho da Polícia Rodoviária Federal, que está evitando que chegue aqui armas e munições, especialmente munições. Isso demonstra que já começou a asfixia", disse o governador, mas sem dar detalhes, sobre uma grande investigação da Polícia Civil que investiga a lavagem de dinheiro por traficantes.
Católico, o governador chamou o Monsenhor André Sampaio, enviado do Arcebispo do Rio de Janeiro, Cardeal Orani Tempesta, para fazer uma oração. Antes de entregar a palavra ao religioso, Witzel se emocionou ao falar do que motivou a sua candidatura, em 2018. "Foi um sonho de um homem, andando pelas ruas do Rio, pelo interior, vendo o povo sofrer, a desmoralização do do estado com a roubalheira", disse o governador, contendo as lágrimas.
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