Após morte de jovem, Água Santa tem outro intenso tiroteio e granadas são encontradas

Confronto na região envolve traficantes rivais e até milicianos

Por RAI AQUINO

Granadas sem pinos foram encontradas na comunidade
Granadas sem pinos foram encontradas na comunidade -
Rio - Um dia depois da morte de Luciano Pereira da Costa, de 24 anos, no Morro do 18, em Água Santa, na Zona Norte do Rio, teve mais um intenso tiroteio. Luciano foi atingido por um tiro quando estava dentro de casa, na noite de quarta-feira. O corpo dele foi encontrado pelo pai, Francisco da Costa, 57, na manhã do dia seguinte.
Já o novo confronto, envolvendo traficantes rivais e milicianos, aconteceu na noite desta quinta e durou cerca de uma hora.
Um vídeo que circula na Internet mostra um homem que teria sido baleado no confronto sendo socorrido por PMs. A Polícia Militar, no entanto, não comentou o episódio; confira!
Um outro vídeo, também da noite desta quinta, mostra o momento em que PMs chegam à comunidade. De acordo com moradores, os agentes só aparecerem depois do intenso tiroteio; assista!
Os reflexos do tiroteio de ontem à noite foram sentidos até a manhã desta sexta, quando duas granas sem pinos foram encontradas na localidade conhecida como Fazendinha. A Divisão Antibombas da Polícia Civil foi acionada e fez o detonamento dos artefatos.
DISPUTA POR TERRITÓRIOS
Os moradores do Morro do 18 contam que a guerra na comunidade começou no início do ano depois da morte de um dos líderes do tráfico de drogas da região. Ele era da facção que domina a comunidade, Amigos dos Amigos (A.D.A.).
O esquadrão antibomba foi chamado para a detonação das granadas - Reprodução / Internet
Desde então, rivais do Terceiro Comando Puro (TCP) vem tentando controlar os pontos de vendas de drogas da região. Durante os confrontos, milicianos têm entrado nas disputas para também assumir o controle da comunidade.
"O pessoal vai trabalhar com medo, fica coagido, não sabe o que tá acontecendo", um morador, que prefere não se identificar, disse ao DIA. "Está todo mundo apavorado, porque a gente não sabe a hora que pode entrar ou sair de casa", lamentou outra.
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Granadas sem pinos foram encontradas na comunidade Reprodução / Internet
O esquadrão antibomba foi chamado para a detonação das granadas Reprodução / Internet

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