Agência bancária na UFRJ é assaltada e passageiros de ônibus são roubados

Casos aconteceram nesta sexta e quinta-feira

Por O Dia

Agência bancária na UFRJ na Ilha do Fundão é assaltada
Agência bancária na UFRJ na Ilha do Fundão é assaltada -
Rio - Dois episódios de violência assustaram alunos da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UFRJ), nesta quinta e sexta-feira, dentro e fora da instituição. Na tarde desta sexta, uma agência bancária, localizada no Centro de Ciências da Saúde da UFRJ, no campus Fundão, na Ilha do Governador, foi assaltada por bandidos armados. Quatro homens entraram na unidade, renderam vigilantes, levando rádios e armas, roubaram o banco e alguns clientes que estavam no local. Segundo a instituição, a ação durou cerca de 20 minutos e não houve reféns e troca de tiros. Os homens fugiram e câmeras de segurança serão analisadas pela polícia. A investigação está sendo feita pela 37ª DP (Ilha do Governador) e a Prefeitura Universitária aguarda a apuração.
Em nota, a universidade afirma que "a Universidade dispõe de monitoramento de segurança, com câmeras pelo campus principal, integradas ao Centro de Operações Rio (COR). Em parceria com a Prefeitura do Rio, o Governo do Estado do Rio de Janeiro e a Prefeitura Universitária, o programa Rio+Seguro Fundão é mais uma das iniciativas da UFRJ para reduzir os índices de criminalidade e aumentar a sensação de segurança da comunidade universitária, além de melhorar o ordenamento urbano do campus com ações integradas das equipes, formadas por policiais militares e guardas municipais".
Nesta quinta-feira, o ônibus que saía da unidade da Praia Vermelha, na Zona Sul, em direção à Cidade Universitária, na Ilha do Fundão, parou no ponto da Cidade Nova, um dos poucos do transporte entre campi, e um grupo de homens entrou no veículo e anunciou um assalto. Um deles estava armado e ameaçou motorista e passageiros com uma granada, roubando pertences. De acordo com a Polícia Civil, o caso foi registrado na 6ª DP (Cidade Nova) e as investigações ficarão sob responsabilidade da 17ª DP (São Cristóvão). 
Em nota, a UFRJ informou que o"s ônibus intercampi têm poucas paradas e são determinadas, justamente para garantir que apenas a comunidade universitária faça uso das linhas que atendem aos estudantes da UFRJ. Os ônibus não param em qualquer ponto de ônibus. Áreas externas à da Cidade Universitária dependem de monitoramento e policiamento feito pela Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro".
Outros casos de violência na universidade
Em setembro de 2018, oito criminosos armados e encapuzados explodiram e levaram dinheiro de dois caixas eletrônicos - um dos Santander e outro do Banco do Brasil - no Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza (CCMN), no Fundão, na Ilha do Governador. O ataque aconteceu por volta das 3h. Os criminosos atiraram contra os vigilantes, mas ninguém ficou ferido. A quantia roubada não foi revelada.
Em maio, também de 2018, a administração da universidade disse que pretendia reforçar o efetivo de segurança, aumentar a iluminação, instalar mais câmeras de vigilância e fazer estudos de trânsito para avaliar a possibilidade de fechar algumas das entradas e saídas do campus diante da onda de violência que atingiu o Fundão.
No mesmo ano, um casal de pesquisadores foi sequestrado por criminosos na entrada do campus. Eles ficaram na mira dos bandidos por nove horas, quando foram libertados no em Belford Roxo, na baixada Fluminense.
Três dias após o sequestro do casal, uma aluna do curso de nutrição também foi vítima do mesmo crime. A vítima, que estagia em um dos laboratórios do Instituto de Pesquisa Carlos Chagas Filho, foi abordada por dois homens armados e capturada em uma rua próxima ao bloco N do Centro de Ciência da Saúde da universidade. A jovem teve os pertences roubados (uma mochila, um computador e um celular) e foi obrigada a sacar dinheiro para os bandidos. Ela ficou 20 minutos em poder dos criminosos, sendo liberada na altura do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, ainda na Cidade Universitária. A informação foi confirmada pela Divisão de Segurança da Universidade.

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