Irmão de médica morta na Barra acredita que bandidos a confundiram

Ele acha que criminosos imaginaram que Maura Selvaggi Soares, que voltava da comemoração dos 85 anos da mãe, fosse outra pessoa

Por Waleska Borges

A entrada da garagem onde a médica foi rendida por bandidos e levou um tiro, na Barra da Tijuca
A entrada da garagem onde a médica foi rendida por bandidos e levou um tiro, na Barra da Tijuca -
Rio - O irmão da médica assassinada na noite desta quinta-feira na porta de casa, na Barra da Tijuca, acredita que ela tenha sido confundida pelos bandidos. No entanto, segundo reportagem do RJTV2 desta sexta-feira, a Polícia Civil teria descartado a hipótese de execução, a principal suspeita é de latrocínio. Antônio Soares, de 56 anos, disse que há uma hipótese de que os bandidos tenham achado que Maura Selvaggi Soares, 61, fosse outra mulher que mora no mesmo prédio, na Rua Einstein, na região da Barrinha, no bairro da Zona Oeste do Rio.
Maura foi alvo dos bandidos quando voltava da comemoração dos 85 anos da mãe, no Catete, na Zona Sul. Ela estava de carro, prestes a entrar na garagem de seu edifício, quando os criminosos se aproximaram em um veículo escuro. Um deles saiu do carro, abordou a médica, que acelerou com o automóvel, e atirou contra ela.
"O Rio de Janeiro é essa loucura. A gente vive uma insegurança constante. É lamentável. A gente sempre fica pensando que isso está acontecendo, mas não vai chegar na gente e chega", Antônio reclama.
A médica foi atingida na cabeça, chegou a ser socorrida no Hospital Miguel Couto, na Gávea, mas não resistiu aos ferimentos. Ela era divorciada e não tinha filhos.
"A gente está muito triste. Uma morte sem sentido, uma coisa tola, absurda. Ela tinha preocupação com a violência, mas tinha a vida dela. Profissional, médica e altamente atarefada", disse o irmão.
O assassinato de Maura está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DH). Procurada pelo DIA, a Polícia Civil disse que "diligências estão sendo realizadas em busca de imagens e informações que levem a autoria do crime". 
De acordo com a Polícia Civil, o veículo usado no crime foi roubado de um motorista de aplicativo, que já prestou depoimento. O motorista ficou com os criminosos por algumas horas e foi liberado em seguida. O veículo foi encontrado próximo à Delegacia da Rocinha incinerado. O carro foi rastreado através de um geolocalizador.

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A entrada da garagem onde a médica foi rendida por bandidos e levou um tiro, na Barra da Tijuca Agência O DIA
Antônio Soares esteve no médico para a liberação do corpo da irmã Reginaldo Pimenta / Agência O DIA
Maura Soares, 61, foi morta quando voltava do aniversário da mãe Arquivo Pessoal

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