Tatuadores foram mortos em carro de aplicativo em Macaé no dia 21 de julho - Reprodução
Tatuadores foram mortos em carro de aplicativo em Macaé no dia 21 de julhoReprodução
Por O Dia
Rio - O suspeito de ter matado um casal de tatuadores em Macaé para não pagar pelo serviço no último dia 21 foi encontrado morto na manhã desta terça-feira no isolamento do Presídio Dalton Crespo de Castro, em Campos, Norte fluminense.
A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária. A Seap informa ainda que acionou os bombeiros e registrou o caso na delegacia da área. O corpo de Adriano Lopes Prata será encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) e o laudo cadavérico com a causa mortis ainda é aguardado.
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De acordo com a 146ª DP (Guarus), a morte foi confirmada e as investigações estão em andamento.
Adriano estava preso, após confessar o crime. Ele também foi reconhecido pelo motorista de aplicativo que conduzia o carro e sobreviveu à ação, apesar de ter sido baleado.
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O suspeito de 44 anos fingiu ser cadeirante e pediu às vítimas Renan Pereira da Silva Abade, 19, e Luiza Barbosa Pereira, 20, para que fossem à sua casa para tatuá-lo. Após a sessão, Adriano pediu uma carona aos dois para buscar o dinheiro para pagar pelo serviço de R$ 5 mil. Eles pediram a corrida por aplicativo e embarcaram no veículo com Adriano e sua companheira. No percurso, na Estrada do Imburo, Adriano atirou contra os tatuadores e o motorista. Ele e a mulher fugiram.

Após diligências, Adriano foi preso na segunda-feira (22/7) por posse ilegal de arma de fogo. Posteriormente, a delegacia solicitou a prisão por duplo homicídio. A companheira de Adriano também é investigada pelo crime.
Renan e Luiza eram de Cabo Frio, na Região dos Lagos, e estavam há cerca de um mês em Macaé. O casal morreu no carro, enquanto o motorista, que não teve a identidade revelada, foi socorrido em estado grave para o Hospital Público Municipal (HPM). Os corpos foram levados para o Instituto Médico Legal (IML) de Macaé.
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O casal suspeito de atirar contra as vítimas foi preso no dia seguinte ao crime, na segunda-feira (21/7), pela Polícia Militar e com ele foi apreendida uma pistola e 19 munições. Já a mulher foi denunciada pela coautoria do crime, sendo ouvida e liberada.