Sequestrador disse que acabaria com a própria vida antes do crime, diz delegado
Chefe do Departamento Geral de Homicídios e Proteção à Pessoa, Antônio Ricardo Nunes, disse que ainda não se sabe se Willian Silva trabalhava ou estudava. Ele era morador do Jockey, em São Gonçalo
Niteroi, 20/08/2019, Depoimento dos refens no sequestro do onibus na ponte, na foto Antonio Ricardo chefe da DH, Foto de Gilvan de Souza / Agencia O DiaGilvan de Souza / Agencia O Dia
Por Rachel Siston*
Rio - Willian Augusto da Silva tomou algumas medidas, na manhã desta terça-feira, antes de sequestrar o ônibus da viação Galo Branco na Ponte Rio-Niterói. O ajudante de padeiro se comunicou com a família dizendo que iria acabar com a própria vida, talvez ele tenha cometido o crime motivado por isso. As informações são do chefe do Departamento Geral de Homicídios e Proteção à Pessoa (DGHPP), delegado Antônio Ricardo Nunes.
O delegado disse que ainda não se sabe se Willian trabalhava ou estudava. Ele era morador do Jockey, em São Gonçalo. Os reféns, ainda segundo o delegado, estão sendo atendidos por policiais, psicólogos. "Eles estão tendo todo o tratamento que merecem", disse Nunes.
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De acordo com relatos de familiares, Willian Augusto da Silva apresentava um perfil depressivo, tinha dificuldades em se relacionar com pessoas e fazia contatos pela internet, através de aplicativos.
Segundo a secretária de Vitimização e Amparo à Pessoa com Deficiência, Major Fabiana, o sequestrador prometeu à mãe que iria morrer. "Ele repetia isso. A família ficou muito assustada porque não imaginava que uma depressão colocasse tanta gente em risco", disse.
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Galeria de Fotos
Arma de brinquedo apreendida com sequestrador
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Livro apreendido com sequestrador
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Lacre apreendido com sequestrador
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Taser apreendido com sequestrador
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*Estagiária sob a supervisão de Maria Inez Magalhães