"Há a possibilidade de ser um lobo solitário", diz comandante do Bope

Ao falar sobre ação em sequestro de ônibus com 39 reféns na Ponte Rio-Niterói, coronel Maurílio Nunes enfatizou que ação pode incentivar outras parecidas

Por Maria Luisa de Melo

Ao comentar a ação que interrompeu o sequestro de um ônibus com 39 reféns na Ponte Rio-Niterói, nesta terça-feira (20), o comandante do Batalhão de Operações Especiais (Bope), coronel Maurílio Nunes, enfatizou que o sequestro cometido por Willian Augusto da Silva, de 20 anos, pode incentivar outras ações parecidas. Ele disse ainda que há a possibilidade de se tratar de uma ação terrorista.  
"Há a possibilidade desse cara ser um lobo solitário, um terrorista. Algumas características levam a crer que ele pode ser um lobo solitário", disse o coronel. "Essa ação dele pode startar outras ações. É importante a gente verificar isso. Se realmente aconteceu, pra gente identificar outros loucos. Porque foi um outro homem detido e levado pra delegacia, com características parecidas com a dele, que estava subindo a ponte com uma máscara e um espeto de churrasco. Foi conduzido à delegacia pra ser avaliado", completou.
Ainda de acordo com o comandante do Bope, uma das duas psicólogas da corporação envolvidas no caso traçou o perfil do sequestrador como "suicide by cop", quando o indivíduo suicida se comporta de maneira ameaçadora, com a intenção de ser morto por um agente. Nunes defendeu ainda que o episódio pode incentivar outras ações parecidas e há chance de ter sido uma ação terrorista.
"Ele já havia tentado se matar anteriormente. E, pelo modo como ele armadilhou o ônibus, com ferramentas como faca, isqueiro e até eletrochoque, faria vítimas", disse Nunes, segundo quem, Willian já havia tentado se matar.

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