No verão, casos de furtos nas praias aumentam

Sala de videopatrulhamento auxilia o trabalho da Guarda Municipal na prevenção de crimes

Por Anderson Justino e Renan Schuindt

Imagens captadas nas calçadas e areias são monitoradas no Centro de Operações Rio
Imagens captadas nas calçadas e areias são monitoradas no Centro de Operações Rio -

Rio - O cenário é comum nas praias da Zona Sul do Rio com a chegada do verão: orla lotada e muita descontração nas areias e ciclovia. A estação mais quente do ano também traz um alerta: o aumento no número de furtos de pequenos objetos, como cordões, pulseiras e celulares. E o pior, não precisa ser nenhum metal nobre, como ouro ou prata. Basta reluzir que a tal 'mão boba' aparece rapidamente. Levantamento realizado pela Guarda Municipal do Rio mostra que o número de abordagens de suspeitos aumenta de 15 para aproximadamente 50 por dia durante a época.

"Atenção equipe! Grupo em atitude suspeita na orla de Copacabana próximo a estatua Carlos Drummond de Andrade". O alerta é feito por um dos dez agentes de dentro da sala do Núcleo de Videopatrulhamento da Guarda Municipal do Rio, Centro de Operações Rio (COR), que fica na Cidade Nova, na região central da Capital. A quilômetros dali, na praia, a equipe avisada em poucos minutos aborda os suspeitos ou faz um trabalho de acompanhamento. No ano passado foram quase três mil acompanhamentos e abordagens.

Ao todo, são 90 câmeras da Prefeitura foram redirecionadas para reproduzir imagens do calçadão e da faixa de areia, disponibilizando imagens e dados voltados especificamente para a segurança. O monitoramento acontece do Leme até a praia do Leblon.

"Nosso objetivo é o trabalho de prevenção antes que o assalto ocorra. É identificar quem está em atitude suspeita e alertar nossas equipes nas ruas. Não fazemos um trabalho de julgamento das pessoas, apenas acompanhamos para impedir possíveis assaltos", explica o inspetor Ricardo Dias, diretor do Centro de Controle Operacional da GM.

No ano passado, um casal de turistas foi furtado ao parar por alguns segundos para fazer selfie na estátua de Drummond. Distraídos, não percebem a aproximação de um ciclista que rapidamente puxa o cordão do rapaz e foge. A ação criminosa foi flagrada por uma das câmeras do Núcleo de Videopatrulhamento e, em pouco tempo, foi realizada a abordagem do ladrão, seguida de sua prisão.

"A gente sempre pede para que as pessoas não deixem de fazer o registro de ocorrência nas delegacias. As vezes conseguimos recuperar os objetos furtados, mas não encontramos as vítimas.", orienta Dias.

A festa de Réveillon em Copacabana, por exemplo, foi um prato cheio para os praticantes de furto. Foram diversos relatos. Uma senhora que pediu para não ser identificada contou à equipe do Dia o que ela viu nas areias durante a festa que celebrou a chegada de 2020. "Essa não é a primeira vez que passo a virada na praia, então sei que roubos e furtos acontecem. Só que desta vez fiquei surpresa com a ousadia dos ladrões. A todo instante a gente olhava para o lado e via uma mão arrancando um cordão do pescoço de alguém. Nunca vi nada assim.", conta a balconista.

Repórter do RJTV, Susana Naspolini foi uma das vítimas. Ela fazia a cobertura direto das areias de Copacabana, no último dia 31, quando foi surpreendida por um homem que levou seu colar. "Eu e meu colega Luiz Junior acabamos nosso plantão na delegacia! Fui roubada, na areia, trabalhando! Levaram um colar com medalhinhas que não tem dinheiro que pague!'', relatou no Instagram. Naspolini ainda fez um alerta. ''Só levem o necessário para a praia", escreveu.

A pedido de O DIA, a PM listou uma série de cuidados para que o público não se torne alvo fácil dos criminosos. Segundo a corporação, os frequentadores devem colocar seus objetos pessoais, como celulares e carteiras, sempre à frente do corpo. Outra medida é evitar o uso de joias e bolsas, além de ficar sempre atento a atitudes suspeitas. A Polícia Militar ressaltou ainda que está à disposição da população por meio do telefone 190. A ligação é gratuita e pode ser feita de qualquer telefone.

Orientação é sempre fazer registro policial

No ano passado, um casal de turistas foi furtado ao parar por alguns segundos para fazer selfie na estátua de Drummond. Distraídos, não perceberam a aproximação de um ciclista que, rapidamente, puxou o cordão do rapaz e fugiu. A ação criminosa foi flagrada por uma das câmeras do Videopatrulhamento e, em pouco tempo, foi realizada a abordagem do ladrão, seguida de sua prisão.

"A gente sempre pede para que as pessoas não deixem de fazer o registro de ocorrência nas delegacias. Às vezes, conseguimos recuperar os objetos furtados, mas não encontramos as vítimas", orienta o inspetor Ricardo Dias.

O Réveillon em Copacabana, por exemplo, foi um prato cheio para os praticantes de furto. Foram diversos relatos. Uma senhora que pediu para não ser identificada contou à equipe de O DIA o que ela viu nas areias durante a festa que celebrou a chegada de 2020. "Essa não é a primeira vez que passo a virada na praia, sei que roubos acontecem. Só que dessa vez fiquei surpresa com a ousadia dos ladrões. A todo instante a gente olhava para o lado e via uma mão arrancando um cordão do pescoço de alguém. Nunca vi nada assim", conta.

Repórter do RJTV, Susana Naspolini foi uma das vítimas. Ela fazia a cobertura em Copacabana, no último dia 31, quando foi surpreendida por um ladrão que levou seu colar. "Eu e meu colega Luiz Junior acabamos nosso plantão na delegacia! Fui roubada, na areia, trabalhando", escreveu ela nas redes sociais, na ocasião.

Apreensão de armas brancas

Equipes da Marcha pela Cidadania e Ordem do Governo do Estado estão tento trabalho nas apreensões de arma branca em bairros da Zona Sul. Ao todo, foram 193 apreensões realizadas entre o dia 19 de agosto e 5 de janeiro deste ano. Os bairros com incidentes maiores foram Botafogo e Copacabana.

A maior parte dos objetos são encontrados dentro dos bueiros da RioLuz, conforme foi divulgado no último dia 6 pela colunista de O Dia Isabele Benito.

Os esconderijos são denunciados por moradores e funcionários de hotéis e restaurantes da região. Os objetos cortantes são usados em assaltos.

Em nota, a RioLuz, responsável pelas caixas de energia, disse que mantém rotina de fiscalização e manutenção dos equipamentos citados.

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