Um argentino foi o carrasco

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O roubo da Jules Rimet é um caso elucidado. O crime foi desvendado quatro anos depois e seus executores punidos. Curioso é que um dos principais responsáveis para se chegar aos acusados nunca vestiu farda: Antonio Setta, o Broa, tido como o maior arrombador de cofres no país em 1983, é visto como herói improvável da história, pois entregou à polícia o nome de Sérgio Peralta, mentor da ação.

Convidado por Peralta para executar o roubo, Broa só não 'topou a parada' por um motivo inusitado: perdera o irmão, Giácomo Setta, vítima de infarto fulminante, após Carlos Alberto Torres fazer o quarto gol do Brasil sobre a Itália na final do Mundial, em 21 de junho de 1970. A tragédia familiar o levou a não entrar na empreitada, mas não o impediu de ganhar seus 15 minutos de fama ao dedurar o 'amigo'.

O caso ainda inseriu na literatura policial os nomes de Chico Barbudo, Luiz Bigode e Juan Carlos Hernandez, um argentino que foi o carrasco da pequena estatueta. Hernandez era dono da Aurimet Comércio de Metais Preciosos Ltda, empresa cujo nome, com certo escárnio, reunia as palavras Auri, que remete a ouro, e Rimet, a Jules Rimet.

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