Policiais que participaram de operação que matou menino João Pedro são afastados

De acordo com a Corregedoria Geral de Polícia Civil (CGPOL), os agentes irão exercer atividades administrativas

Por O Dia

João Pedro Pinto tinha 14 anos ao ser morto, na segunda-feira
João Pedro Pinto tinha 14 anos ao ser morto, na segunda-feira -
Rio - Três policiais civis que participaram da operação que resultou na morte do menino João Pedro no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, no início da semana, foram afastados do serviço operacional provisoriamente. De acordo com a Corregedoria Geral de Polícia Civil (CGPOL), os agentes irão exercer atividades administrativas.
Além disso, a CGPOL instaurou sindicância administrativa disciplinar para apurar a conduta dos policiais civis que participaram da ação. A apuração corre em paralelo ao inquérito policial instaurado pela Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSGI).  
Entenda o caso
Na tarde de segunda-feira (18), familiares de João Pedro Matos Pinto, de 14 anos, estavam em busca do jovem, que foi baleado dentro de casa durante uma operação da Polícia Civil na Praia da Luz, na Ilha de Itaoca, no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, Região Metropolitana do estado.
De acordo com as primeiras informações, a vítima foi socorrida por agentes em um helicóptero, enquanto a família aguardava notícias.
João foi encontrado sem vida por volta de 15h da tarde de segunda-feira no Grupamento de Operações Aéreas (GOA) da Lagoa, na Zona Sul do Rio. Um tio e um primo do estudante fizeram o reconhecimento do corpo que estava no Instituto Médico Legal (IML) de Tribobó.
Segundo investigações, o helicóptero da Polícia Civil percorreu cerca de 40 km com o corpo do estudante do município da Região Metropolitana até a área do Corpo de Bombeiros na capital.

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