Marcelo Crivella - Reginaldo Pimenta / Agencia O Dia
Marcelo CrivellaReginaldo Pimenta / Agencia O Dia
Por O Dia
Rio - O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formou maioria nesta quinta-feira para confirmar uma decisão que autorizou a campanha de reeleição do prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (Republicanos). Ele concorre à reeleição do cargo no 2º turno junto a Eduardo Paes (DEM). No dia 24 de setembro, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE) tinha declarado Crivella inelegível por seis anos, porém, defesa do prefeito recorreu e, em decisão provisória, conseguiu que a punição de inelegibilidade fosse suspensa.
Agora o julgamento acontece no plenário virtual do TSE. Os ministros apenas depositarão os votos em sistema eletrônico, sem debate ou reunião física. A votação termina às 23h59 desta quinta.
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Operação
No dia 10 de setembro, a Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) fizeram uma operação contra irregularidades em contratos firmados com a Prefeitura do Rio. Foram 22 mandados de busca e apreensão, cumpridos em endereços ligados ao prefeito Marcelo Crivella (Republicanos), servidores, empresários e à administração municipal. Um dos celulares e um pendrive de Crivella foram apreendidos.
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Dentre os endereços alvos, estavam a residência de Crivella, na Península, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste, o Palácio da Cidade, residencial oficial da prefeitura, em Botafogo, na Zona Sul, e o Centro Administrativo São Sebastião, sede do Executivo Municipal, na Cidade Nova.
A ação é um desdobramento da Operação Hades, deflagrada no dia 10 de março deste ano, que investiga a existência de uma possível organização criminosa e esquema de corrupção na prefeitura. Na ocasião, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão na sede da Riotur, na Cidade da Música, na Barra; Jacarepaguá; Copacabana; e em Angra dos Reis, na Região da Costa Verde.
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Dentre outros locais, os agentes estiveram em endereços ligados ao então presidente da Riotur, Marcelo Alves, na Barra, e Rafael Alves. Marcelo foi exonerado do cargo logo depois da ação.
A investigação teve como ponto de partida a delação premiada do doleiro Sérgio Mizrahy, preso na Operação Câmbio Desligo, um dos desdobramentos da Lava Jato fluminense, realizada em maio de 2018. Veio dele a expressão QG da Propina para se referir ao esquema, que teria como operador Rafael Alves, homem forte da prefeitura apesar de não ter cargo oficial.
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