Polícia se deparou com obra irregular na Rua FW, nº 100, Recreio dos Bandeirantes, sem qualquer indicativo de responsável técnico ou chancela das autoridades - Reprodução
Polícia se deparou com obra irregular na Rua FW, nº 100, Recreio dos Bandeirantes, sem qualquer indicativo de responsável técnico ou chancela das autoridadesReprodução
Por O Dia
Rio - Um homem foi preso na manhã desta quarta-feira por ser o único responsável pela construção de um prédio no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio, que não passou por qualquer fiscalização. Lourival das Chagas Silva Junior, conhecido por "Mais ou menos", admitiu que construía um edifício com 98 unidades quarto e sala, cujas dimensões variam de 38 a 42 m², e imóveis de dois quartos de 55 a 64 m².
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A obra não possui nenhuma licença, nenhum responsável técnico e nunca foi fiscalizada por nenhum órgão público. Tampouco há, segundo a Polícia, memorial de incorporação e, mesmo assim, algumas unidades já foram vendidas. Lourival afirmou em depoimento ser o único responsável pela execução e pelo custeio do projeto.
Policiais da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA), dando continuidade às investigações da força-tarefa de combate às milícias cumpriram, nesta quarta-feira, mandados de interdição e de busca e apreensão expedidos pela Justiça.
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A DPMA se deparou com a obra irregular na Rua FW, nº 100, Recreio dos Bandeirantes, sem qualquer indicativo de responsável técnico ou chancela das autoridades competentes. Os policiais identificaram Lourival Junior, como o responsável.
Em site de vendas de imóveis, os investigadores encontraram as unidades de quarto e sala, sendo anunciadas por R$ 270 mil. Tomando como base esse valor para todas as 98 unidades, totaliza-se R$26,46 milhões.
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A polícia destaca que o modus operandi do investigado é idêntico ao adotado pela milícia que atua naquela região, ou seja, "levantamento de empreendimentos sem nenhum tipo de documentação, ao arrepio da lei, sem nenhum comprometimento com projetos de arquitetura, urbanístico", diz a DPMA. Por indícios de que Lourival faça parte da milícia que atua na região, foi pedido busca e apreensão na casa do investigado e de seu endereço comercial.
O delegado Mario Andrade, titular da DPMA, também pediu a suspensão da obra e expedição de ofícios aos órgãos púlicos para que fiscalizassem a obra, o que foi aceito pela Justiça. O delegado citou o perigo de tragédias como o desabamento de um edifício na Muzema no ano passado.