Marcinho (C) passa pelo carro no pátio da 42ª DP: ex-jogador do Botafogo alegou não ter prestado socorro por temer linchamento - Estefan Radovicz
Marcinho (C) passa pelo carro no pátio da 42ª DP: ex-jogador do Botafogo alegou não ter prestado socorro por temer linchamentoEstefan Radovicz
Por Yuri Eiras
Rio - Sergio Lemos de Oliveira, pai do atleta Marcinho, ex-lateral do Botafogo, prestou depoimento na 42º DP (Recreio) nesta segunda-feira. Segundo o delegado titular Alan Luxardo, ele confessou que o filho dirigia o carro, mas que não estava bêbado e em alta velocidade. Marcinho prestou depoimento para esclarecer o acidente que causou a morte do professor Alexandre Silva de Lima, na noite do último dia 30, no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio.


De acordo com a polícia, o casal de professores estavam atravessando a Avenida Lúcio Costa quando foram atropelados. Alexandre morreu na hora e a esposa dele, Maria Cristina José, foi encaminhada para o Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca e transferida para uma unidade particular. Maria passou por cirurgia e está estável. Após o atropelamento, o motorista não prestou socorro as vítimas.
Marcinho chegou à delegacia pontualmente às 11h, acompanhado do pai, Sérgio Lemos, que também foi jogador profissional nas décadas de 1970 e 1980 - defendeu o America-RJ. O veículo está no nome de uma empresa na qual Sérgio é sócio. Pai e filho prestaram depoimento durante três horas e saíram sem falar com a imprensa.
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O advogado de defesa de Marcinho, Gabriel Habib, afirmou que o acidente aconteceu porque o casal atravessou fora da faixa de pedestres, e estava escuro - o acidente ocorreu por volta das 22h. Em depoimento, Marcinho afirmou que não prestou socorro porque estava em estado de choque e tinha medo de linchamento, já que é constantemente ameaçado pela torcida do Botafogo. O advogado disse que Marcinho garantiu que não estava embriagado e que mantinha baixa velocidade. Ele estaria a 60km/h.
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