O prefeito Eduardo Paes recebeu do presidente da Câmara dos Vereadores, Carlo Caiado (DEM), à direita, o cheque referente ao repasse de R$30 milhões
O prefeito Eduardo Paes recebeu do presidente da Câmara dos Vereadores, Carlo Caiado (DEM), à direita, o cheque referente ao repasse de R$30 milhõesEstefan Radovicz / Agencia O Dia
Por Yuri Eiras
Rio - A prefeitura tem tentado desvincular o termo 'superferiadão' ao período de fechamento do comércio não essencial, que passará a valer a partir desta sexta-feira (26) e durará até o dia 4 de abril, Domingo de Páscoa. O período de dez dias foi possível por conta da antecipação de alguns feriados, como Tiradentes e São Jorge, mas a estratégia do município é evitar o uso da palavra para não estimular a população a descumprir o isolamento. Para o prefeito Eduardo Paes, os dez dias valerão mais um 'super-retiro'.
Paes afirmou que contará com a população para evitar chamar o período de 'superferiadão'. Para prefeito, os dez dias de fechamento do comércio não essencial serão "dias díficeis", que "não batem com a alma" do Rio. "A cidade sabe o quanto gosto de um bar", brincou.
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"Nesses dias dias não tem superferiadão, não tem festa. O que nós temos é um 'super-retiro'. Evitem se deslocar, evitem aglomerar, evitem encontro. São dias difíceis. Não batem com a alma dos cariocas, nem a com a deste prefeito que vos fala. A cidade sabe o quanto eu gosto de um bar, de botequim, de roda de samba. Mas precisamos desse momento (de fechamento) para salvar vidas", afirmou Paes, durante uma cerimônia de entrega simbólica de um cheque de R$ 30 milhões, dado pela Câmara Municipal para ajudar no financiamento do programa Auxílio Carioca, que prevê transferência de renda para vendedores ambulantes, alunos de escolas municipais e familias em condição de pobreza.
Nesta quinta-feira (25), a prefeitura oficializou a apresentação do projeto Auxílio Empresa Carioca, que, se aprovado na Câmara de Vereadores, deve ajudar os micro e pequenos comerciantes que terão que fechar as portas durante os próximos dez dias. O valor será de um salário mínimo proporcional. Ou seja, como o período de restrição durará por dez dias, o valor será de cerca de um terço de salário. O auxílio será dado a cada empregado que receba, no máximo, três salários mínimos. O limite é de até cinco empregados por empresa.
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O projeto pode ser votado na Câmara ainda nesta quinta e os vereadores devem aprovar a proposta. Os alvos são os micro e pequenos empresários que terão atividades suspensas nesse período. A expectativa é de atingir 200 mil pessoas. "Estamos falando do bar, dos restaurantes, das empresas de eventos", explicou o prefeito Eduardo Paes. "Vamos pagar um correspondente a um salário mínimo. Se vai parar dez dias, é mais um menos um terço do que seria um salário mínimo. O período parado será pago pela prefeitura", complementou Paes.