Vacinação contra a Covid-19, Posto de Saude Heitor Beltrão na Tijuca, nesta segunda feira (03).Marcos Porto/Agencia O Dia

Rio - A vacinação contra a gripe foi encerrada no Rio no início da tarde desta segunda-feira (3). A Secretaria Municipal de Saúde não recebia doses desde o último dia 10 de dezembro, e diante da falta de vacinas no estoque, a campanha foi encerrada oficialmente. Ela será retomada somente em abril, com uma nova versão da vacina capaz de proteger contra os tipos de Influenza circulantes atualmente na Região Metropolitana.
Mais cedo, a prefeitura havia informado que o estoque estava no fim, já que a cidade do Rio não recebia novas doses há quase um mês, quando o Instituto Butantan doou 400 mil. No Centro Municipal de Saúde Heitor Beltrão, na Tijuca, havia falta de vacinas desde o último dia 30 de dezembro, pelo menos, segundo relatos recebidos pelo DIA. Nesta segunda-feira (3) pela manhã, a reportagem voltou ao local e atestou o fim da vacinação contra a gripe - apenas o imunizante contra a covid estava disponível.
A Prefeitura do Rio decidiu encerrar a campanha de 2021, e um nova campanha está prevista para abril, mês habitual da vacinação contra a gripe. A expectativa é que a nova versão da vacina cubra todos os tipos de gripe circulantes na cidade: Influenza A H3N2, H1N1 e Influenza B.
O município aponta que houve uma diminuição "considerável" de 75% no número de atendimentos de pacientes com síndrome gripal nas unidades de urgência e emergência, nas últimas semanas. Entre o fim de novembro e o início de dezembro, o aumento de casos de Influenza no Rio chegou a ser classificado como uma 'epidemia'. A Saúde afirma que "segue monitorando o panorama epidemiológico da cidade".
Covid-19: terceira dose volta aos postos
O primeiro dia útil de 2022 marcou a retomada da vacinação contra a covid-19 nos 230 postos de saúde da cidade do Rio. Vanessa Quintans, de 27 anos, decidiu ir no primeiro dia do posto de saúde aberto em 2022.
"Tomei as duas doses de AstraZeneca ano passado, e a terceira dose hoje, três meses depois da segunda, porque sou diabética e faço uso de insulina. Desta vez, tomei a Pfizer. Tenho a impressão de que os casos estão aumentando pelas flexibilizações que estão acontecendo no Rio", comentou Vanessa, que se imunizou na Tijuca.
Glaucia Robert, de 32, também se adiantou. "Acho muito importante que todos se vacinem, precisamos acreditar na Ciência. Vacina salva!", ressaltou a tijucana, que também esteve no CMS Heitor Beltrão.
Podem tomar a dose de reforço pessoas com 18 anos ou mais que tomaram a segunda dose há quatro meses ou mais. Em caso de viagem, problemas de saúde ou outras questões pessoais, é possível tomar a terceira dose com até três meses de distância para a segunda. Pessoas com 55 anos ou mais que já tomaram a segunda há mais de três meses também podem fazer o reforço.