Porsche do bicheiro Vinicius Drumond após atentado na Barra da Tijuca, Zona Oeste do RioÉrica Martin/Agência O Dia
Foram denunciados Adriano Carvalho de Araújo; o policial militar Deivyd Bruno Nogueira Vieira, conhecido como Piloto; Jorge Affonso Martins de Assis; o ex-policial militar Luís César da Cunha, o Madimbu, e Rafael Ferreira Silva, conhecido como Cachoeira.
Segundo as investigações, o policial militar Deivyd Bruno participou do planejamento da ação e ajudou a retirar os envolvidos após o ataque. Rafael Ferreira ficou responsável por monitorar a vítima. Já Luís César da Cunha e Adriano de Araújo atuaram no planejamento e na cobertura do crime. Jorge Affonso estava envolvido no planejamento, vigilância e apoio no momento da execução.
Relembre o caso
Na manhã do dia 11 de julho deste ano, o carro blindado em que Vinícius Drumond estava foi alvejado por cerca de 30 tiros de armas de grosso calibre, na altura da estação de BRT Ricardo Marinho, na Avenida das Américas. Os disparos, segundo testemunhas, foram direcionados à porta do motorista, que assustaram pedestres e motoristas que passavam pelo local.
Vinícius Drumond é filho de Luizinho Drumond, contraventor que controlava a Zona da Leopoldina e morreu em 2020. Ele é apontado como um dos principais nomes da atual liderança do jogo do bicho no Rio, ao lado de Adilson Oliveira Coutinho Filho e Rogério de Andrade.
Apontado como sucessor do pai, Vinícius também teve forte atuação no carnaval. Ele ocupou o cargo de vice-presidente executivo da Imperatriz Leopoldinense, presidida por sua irmã, Catia Drumond, até renunciar em fevereiro deste ano, após se tornar alvo de investigações. Poucos dias antes do atentado, foi anunciado como patrono da escola de samba Em Cima da Hora.

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