Antes da partida começar, as fotos e nomes dos agentes Heber Carvalho da Fonseca, Cleiton Serafim Gonçalves, Rodrigo Velloso Cabral e Marcos Vinícius Cardoso de Carvalho apareceram no telão do estádio, arrancando palmas dos torcedores.
Após o tributo, o Tricolor venceu o duelo por 1 a 0, com gol de falta de Renê aos 26 minutos do primeiro tempo.
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Heber Carvalho tinha 39 anos, dos quais 14 dedicados à corporação. Ele deixou sua mulher, dois filhos e um enteado. Já Cleiton Serafim Gonçalves, também sargento, de 42 anos, ingressou na PM em 2008 e tinha uma mulher e uma filha. Ele foi atingido na região do abdômen.
As autoridades informaram que ambos chegaram a ser socorridos e encaminhados ao Hospital Getúlio Vargas, mas não resistiram aos ferimentos.
Dentre as vítimas, também está o policial civil Rodrigo Velloso Cabral, lotado na 39ª DP (Pavuna). Aos 35 anos, ele deixou sua mulher, uma filha de 6 anos e estava na corporação havia apenas dois meses.
O outro agente morto em ação foi identificado como Marcos Vinícius Cardoso de Carvalho, da 53ª DP (Mesquita), conhecido como "Máskara".
Operação mais letal da história do Rio
Segundo o balanço das forças de segurança, 58 pessoas morreram na megaoperação. Entre elas estavam 54 suspeitos e os quatro policiais.
Além disso, o governo divulgou que 113 pessoas foram presas, sendo 33 de outros estados, e 10 adolescentes acabaram apreendidos. As equipes apreenderam 91 fuzis, 26 pistolas, um revólver, 14 artefatos explosivos, centenas de cartuchos e toneladas de drogas.
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