Balsa com guindaste trabalha para retirada de destroços do monomotor em CopacabanaÉrica Martin / Agência O Dia

Rio - A empresa gestora do monomotor que caiu no mar de Copacabana, na Zona Sul, negou ter feito campanha publicitária sem autorização com a aeronave no momento da queda. A Prefeitura do Rio divulgou neste sábado (27), poucas horas após o acidente, que a Visual Propaganda Aérea foi autuada por publicidade irregular, já que não tinha permissão para fazer a propaganda no dia. O episódio provocou a morte do piloto Luiz Ricardo Leite de Amorim. Uma balsa com guindaste recolheu os destroços do avião na tarde deste domingo (28).
De acordo com o gerente Luiz Costa, a empresa atua há mais de 40 anos no mercado e tem "todas as autorizações junto aos órgãos competentes". Em uma nota, a Visual Propaganda Aérea destaca que é homologada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e que a aeronave envolvida no acidente estava com todas as manutenções e certificações exigidas em dia. A companhia ressalta ainda que é "pautada pela responsabilidade, profissionalismo e pelo rigoroso cumprimento das normas de segurança". 
Ao DIA, a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) explicou que a empresa tem alvará para fazer publicidade, mas que para cada campanha é necessária uma licença. Segundo a pasta, a companhia não tinha autorização para a propaganda feita pelo monomotor envolvido no acidente. "A SEOP reitera que a Visual Propaganda Aérea está habilitada para fazer publicidade, mas não possuía autorização para realizar esta campanha publicitária. São documentações diferentes", esclareceu.
A queda é investigada pelo Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa III) do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). A Força Aérea Brasileira informou que segue com os trabalhos de coleta e confirmação de dados, preservação de elementos, verificação inicial dos danos causados à aeronave ou pela aeronave e levantamento de outras informações necessárias. O caso também é acompanhando pela 12ª DP (Copacabana). 
Segundo o subprefeito da Zona Sul, Bernardo Rubião, a empresa informou que havia sido a primeira vez que a vítima realizava um voo neste tipo de aeronave. No entanto, o gerente afirmou que Luiz Ricardo era um piloto experiente e que passou por cursos de capacitação. "Ele era um piloto experiente, com duas mil horas (de voo), passou por dois cursos que oferecemos aqui na empresa. Agora é esperar a investigação para saber o real motivo (do acidente)".
O acidente assustou banhistas na orla, que relataram um barulho muito alto no momento da queda. Segundo a Torre de Jacarepaguá, a aeronave de pequeno porte estava ocupada apenas pelo piloto, encontrado sem vida, após duas horas de buscas do Corpo de Bombeiros, com grupamento aéreo, equipes de mergulho e motos aquáticas. O corpo da vítima permanece no Instituto Médico Legal (IML) Afrânio Peixoto, no Centro, neste domingo (17), e ainda não há informações sobre o sepultamento de Luiz Ricardo.
"Neste momento de imensa dor, a empresa se solidariza com os familiares, amigos e colegas do piloto, colocando-se integralmente à disposição para prestar todo suporte e apoio necessários à família (...) A empresa informa, ainda, que está colaborando de forma ampla e transparente com as autoridades competentes, em especial com os órgãos responsáveis pela investigação, a fim de contribuir para o completo esclarecimento das causas do acidente. Reiteramos nossos sentimentos e nosso compromisso com a segurança, a ética e o respeito à memória do profissional", completa a nota da empresa.
 
 
 
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Procurada, a Agência Nacional de Aviação Civil ainda não se pronunciou. O espaço está aberto para manifestação. 
*Colaborou Érica Martin