Rio - "Ícone das produções e shows de pagode no Rio." Foi assim que familiares e amigos lembraram o produtor Bira Haway durante a cerimônia de despedida realizada na quadra da escola de samba Estácio de Sá, na Região Central da cidade. Ao todo, foram 24 horas de velório, iniciado na segunda (26) e encerrado nesta terça-feira (27).
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Durante a despedida na quadra da agremiação, músicos que tiveram a carreira impulsionada por Bira Haway, entre eles Xande de Pilares, marcaram presença para prestar as últimas homenagens ao produtor.
Veja o vídeo:
Na noite de segunda-feira (26), a bateria da escola de samba Estácio de Sá prestou homenagens durante o velório de Bira Haway, um dos ícones das produções e shows de pagode no Rio.
Muitos deles se emocionaram ao lembrar do apoio recebido nos bastidores da cena do pagode carioca. A cerimônia também contou com uma homenagem especial da bateria da escola de samba, da qual Bira costumava desfilar, em um momento que reuniu roda de pagode, aplausos, lágrimas e reverência. O clima era de gratidão pela trajetória construída ao longo de décadas, misturada à tristeza pela partida dele.
Nas redes sociais, também houve manifestações de homenagem. O músico Everton Chierici destacou a trajetória do produtor. "Bira Haway foi um ícone das produções e shows de pagode no Rio. Sujeito que conheci, calmo, assertivo, músico, sincero, empresário e arranjador. Seu papel era 'ganhar dinheiro'. Ajudou muitos músicos. Pai de Anderson, do Molejo, também falecido", escreveu.
Outro amigo recordou os momentos vividos ao lado de Bira. "Vou levar para sempre nossas lembranças e tudo que aprendi com você. Que você brilhe eternamente no céu. Perdemos um grande amigo, e o céu ganhou mais um anjo maravilhoso. É difícil expressar em palavras a falta que você vai fazer, mas saiba que vamos honrar seu legado e sua memória para sempre."
Em seguida, o corpo foi levado para o Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, na Zona Oeste, onde aconteceu uma nova cerimônia de despedida, entre 10h e 14h, na capela 9.
Ele morreu neste domingo (25), aos 74 anos, após passar mal na última quarta-feira (21) e ser internado na UPA da Cidade de Deus, onde foi diagnosticada insuficiência cardíaca. O produtor chegou a ser transferido para o Hospital Carlos Chagas, em Marechal Hermes, mas não resistiu.
O produtor começou a trajetória musical como percussionista na noite paulistana e, depois, atuou também como cantor e intérprete de escolas de samba. Nos anos 80, passou a trabalhar como produtor, função que exerceu junto a vários grupos de samba e pagode como Molejo, Exaltasamba, Soweto, Samprazer e Grupo Revelação.
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