Equipes da Secretaria de Conservação atuam na demolição de imóveis na favela do metrôDivulgação

Rio - Quatro imóveis da favela do metrô, no Maracanã, na Zona Norte, estão sendo demolidos por equipes da Secretaria Municipal de Conservação na manhã desta terça-feira (3). A medida ocorre após o desabamento que matou Michele Martins, 40, e deixou nove pessoas feridas, incluindo duas filhas da vítima, de 14 e 7 anos.
Equipes da Secretaria de Conservação atuam na demolição de imóveis na favela do metrô - Divulgação
Equipes da Secretaria de Conservação atuam na demolição de imóveis na favela do metrôDivulgação


A tragédia ocorreu na madrugada de segunda (3), deixando Michele e a filha mais nova soterradas. A menina foi socorrida com vida após cinco horas embaixo dos escombros e encaminhada ao Hospital Municipal Souza Aguiar, onde permanece internada com quadro de saúde estável.

O imóvel que desabou possuía quatro andares. Em imagens, obtidas pelo DIA, é possível ver infiltrações e a estrutura muito danificada momentos antes do incidente. O vídeo foi gravado pelo produtor e ajudante comunitário Tácito Simões, de 30 anos, que morava no andar de baixo. Ele disse que ouviu estalos no prédio durante a madrugada, após a forte chuva acompanhada de ventania que atingiu a cidade do Rio.

Após o trabalho do Corpo de Bombeiros, a Defesa Civil Municipal interditou 13 imóveis residenciais e orientou a demolição de todos eles. Segundo o órgão, as edificações, em condições precárias, apresentam risco de desmoronamento.

De acordo com a Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS), todas famílias foram atendidas no local e receberam insumos emergenciais e colchonetes.

O acompanhamento social seguirá sendo realizado pelo CRAS da região, com orientações para a emissão de segunda via de documentos e outros encaminhamentos socioassistenciais. Além disso, as pessoas afetadas com renda mensal de até três salários mínimos também receberam o Cartão Protege SUAS, no valor de R$ 250. "O benefício garante acesso a alimentos, materiais de limpeza e itens de higiene pessoal", acrescentou em nota.
O Centro de Operações Rio frisou ainda que, ao todo, 11 famílias estão desalojadas, mas recusaram a oferta de acolhimento institucional.
Na região, duas faixas da Avenida Rei Pelé, sentido Grande Méier, permanecem ocupadas, na altura da Uerj.
Outras duas faixas da pista e a motofaixa existente no trecho estão liberadas à passagem de veículos. O trânsito apresenta retenções desde a altura do estádio do Maracanã.