Rio - A megaoperação Espoliador, iniciada na manhã desta terça-feira (24), já contabiliza 616 presos em um único dia. O número ainda pode aumentar, já que a ação segue em andamento. Considerada pela Polícia Civil a maior operação da história do estado do Rio de Janeiro, a ofensiva tem como objetivo cumprir centenas de mandados de prisão contra investigados por roubo, latrocínio e receptação.
Entre os presos está Paulinho do Catarina, de 31 anos, apontado como um dos principais ladrões de veículos em São Gonçalo, especialmente na região da BR-101. Dois milicianos que atuavam em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, também foram capturados por policiais da 35ª DP (Campo Grande). Um deles possui 14 anotações criminais e dois mandados de prisão em aberto.
Agentes da 31ª DP (Ricardo de Albuquerque) também prenderam Matehus Maia de Azeredo, apontado como o atirador responsável pela morte da produtora cultural Bianca Villaça, de 36 anos. Ela foi assassinada com 13 tiros em agosto do ano passado, na Zona Oeste do Rio. O suspeito, que atuava como executor de homicídios, foi detido em Padre Miguel.
Trabalho de inteligência para localizar criminosos
Os alvos foram identificados a partir de inquéritos e trabalhos de inteligência que apontaram a atuação de criminosos de alta periculosidade ligados a crimes contra o patrimônio. Segundo o secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, a operação atinge toda a cadeia criminosa, incluindo líderes de quadrilhas, executores, colaboradores e receptadores, responsáveis por fomentar e sustentar as práticas ilícitas. As investigações indicam que facções concentram cerca de 80% dos roubos de veículos e 90% dos roubos de carga na capital e na Região Metropolitana.
A ação mobiliza policiais dos Departamentos-Gerais da Capital (DGPC), da Baixada (DGPB), do Interior (DGPI), de Polícia Especializada (DGPE), Departamento Geral de Polícia de Atendimento à Mulher (DGPAM) e de Homicídios e Proteção à Pessoa (DGHPP).
"Esses são criminosos da pior espécie. A Polícia Civil vem, reiteradamente, com uma série de operações, tirando esses bandidos de circulação. O que dificulta, na verdade, é o retrabalho. Mais de 60% dos presos já possuíam anotação criminal. Mesmo com toda movimentação das delegacias, alguns criminosos voltam às ruas no dia seguinte à prisão. A Polícia Civil continuará prendendo, mas precisamos que haja uma reformulação", disse Curi.
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