Rio - Márcio Pereira de Andrade foi condenado a 22 anos de reclusão, em regime fechado, pelo homicídio qualificado de Carlos Alberto Nascimento Machaites. O crime foi cometido em maio de 2024, em Vargem Grande, na Zona Sudoeste, e foi motivado por causa de uma dívida que o assassino tinha com a vítima. Phelipe Silva de Andrade, comparsa que conduziu o carro usado no crime, recebeu pena de 20 anos de reclusão.
Márcio Andrade foi preso três meses após o crimeReprodução/internet
De acordo com denúncia do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), Márcio não deu chance de defesa à vítima, já que efetuou disparos com uma pistola calibre 9mm pelas costas, e cometeu o crime por motivo torpe, já que queria se livrar de uma dívida. Já Phelipe participou levando o atirador ao local da execução, na Rua Manhuaçu, e possibilitando a fuga em seguida.
O IV Tribunal do Júri da Capital reconheceu as qualificadoras de motivo torpe e recurso que dificultou defesa, além do emprego de arma de uso restrito, e ainda determinou que cada um dos condenados pague R$ 50 mil aos familiares da vítima, como indenização por danos morais.
O crime
Márcio foi preso em 14 de agosto de 2024, em Cabo Frio, na Região dos Lagos, exatamente três meses após o crime, que ocorreu a 50 metros da casa da vítima e foi registrado por câmeras de monitoramento.
Imagens de uma câmera de segurança mostram que Márcio desceu de um carro prata e, com uma arma em punho, apontou para o homem. Carlos, que segurava um saco de lixo preto, soltou o objeto, levantou as duas mãos imediatamente e virou de costas.
O criminoso então, se aproximou da vítima e em menos de cinco segundos fez vários disparos na cabeça da vítima. O bandido entrou no carro e fugiu com a ajuda do comparsa que o aguardava dentro do veículo. Nenhum pertence de Carlos foi levado, o que reforçou a hipótese de ele ter sido alvo de execução.
Segundo as investigações da época, ele estava em um carro junto com outro homem transportando 2kg de cocaína de São Paulo, onde morava, até o município onde foi detido. O veículo foi abordado em uma oficina, onde a droga seria retirada para ser levada até o bairro Santa Cruz, dominado pelo Comando Vermelho (CV).
Durante o processo, Carlos negou o crime e disse que não sabia que a droga estava no carro. Ele afirmou que estava na cidade para uma entrega de roupas.
Contudo, as provas colhidas pela investigação, como a quebra de seu sigilo telefônico, disseram o contrário. Agentes da 93ª DP (Volta Redonda) encontraram fotos de tabletes e de sacolés de cocaína, além de imagens e vídeos de drogas sintéticas, bem como de armas, no celular do homem. Os policiais também acharam diálogos referentes a negociações de drogas e joias roubadas e até mesmo uma menção ao assassinato de alguém e a necessidade de um álibi para Carlos Alberto.
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