Adriana Souza Possobom Aragão de Miranda foi presa na quarta-feira (8)Érica Martin/Agência O Dia
De acordo com a investigação, a motivação do crime estaria relacionada a interesses financeiros. Paulinho Sabiá costumava guardar dinheiro em espécie, e há indícios de que a irmã já havia participado de um episódio anterior de roubo.
Um dia depois do assassinato, Adriana concedeu entrevista para a imprensa e se mostrou chocada com o caso. Na ocasião, ela afirmou que não entendia o motivo do crime. "Ele seria incapaz de fazer qualquer mal. Nos anos 1980, quando a capoeira era uma coisa mais agressiva, ele participou dos movimentos para pacificar. A vida dele era a capoeira. Então, com certeza, estamos muito perdidos, não sabemos quem pode ter feito isso, nem por quê", disse ela.
Coube a própria Adriana a liberação do corpo de Paulinho Sabiá no Instituto Médico Legal (IML).
Juan Nunes dos Santos, que pilotava a moto nas duas ações criminosas, foi preso no sábado (4). Durante a investigação, os agentes descobriram que os criminosos contavam com informações privilegiadas sobre os hábitos da vítima. A análise do celular de Juan constatou que a própria irmã mantinha contato frequente com ele, buscando detalhes sobre sua localização e rotina pouco antes dos ataques.
Após ser detido, Juan confessou a participação no crime e confirmou a informação sobre Adriana ser a responsável por repassar as informações. Com base nas provas reunidas, os policiais representaram pela prisão de Adriana.
Contra os envolvidos, foram cumpridos mandados de prisão temporária.
Reconhecido pelo estilo leve, técnico e criativo, Sabiá era considerado um dos grandes responsáveis pela consolidação da chamada capoeira contemporânea, que uniu fundamentos tradicionais a novas abordagens de jogo, musicalidade e pedagogia. Seu trabalho influenciou gerações de mestres, professores e praticantes.

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