Rio - A Polícia Civil começou, nesta terça-feira (9), a ouvir testemunhas do caso do suposto envenenamento de Arthur de Melo da Silva, de 11 anos, que está internado em estado grave no Hospital Estadual Ricardo Cruz, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, após comer um bolo de chocolate. O primeiro a prestar depoimento foi o pai da vítima, Ademir Mello, responsável pela guarda do menino.
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Segundo o pai, a criança mora com ele e passa os fins de semana na casa da mãe. O episódio ocorreu no último dia 1º, dia seguinte a uma das visitas. Na ocasião, o menino chegou a ir para a escola e, em seguida, para casa, onde comeu a sobremesa supostamente envenenada, que estava dentro de sua mochila.
Na porta da delegacia, Ademir lamentou o estado de saúde do filho, mas demonstrou esperança por sua recuperação.
"Ele ainda inspira cuidados, sempre me emociono quando falo, porque ver um filho são nessa situação... Estou esperançoso de que ele vai sair dessa, em nome de Jesus, tenho fé em Deus", disse.
Nas redes sociais, amigos e parentes realizaram uma campanha pedindo por justiça.
Segundo a Polícia Civil, a investigação está em andamento na 64ª DP (São João de Meriti). A unidade, além das oitivas das testemunhas, aguarda a conclusão dos laudos médicos, toxicológicos e periciais já requisitados.
"Paralelamente, equipes seguem realizando diligências para esclarecer todas as circunstâncias do caso. Neste momento, nenhuma linha de investigação foi descartada, e qualquer conclusão sobre a dinâmica dos fatos dependerá da análise de todos os elementos reunidos ao longo da apuração", explicou em comunicado.
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