Nova ciclofaixa, no Aterro do Flamengo, terá 1,98 quilômetro de extensãoÉrica Martin / Agência O Dia

Rio - A Prefeitura do Rio iniciou a implantação da nova ciclofaixa da Praia do Flamengo, na Zona Sul, que terá 1,98 quilômetro de extensão e fará a ligação entre a ciclovia do Aterro do Flamengo e as ciclofaixas das regiões do Catete e de Laranjeiras.
De acordo com a Secretaria Municipal de Transportes, a nova estrutura será unidirecional no canteiro central da Praia do Flamengo e bidirecional na Avenida Augusto Severo. A implementação será concluída após o término das obras de asfaltamento da via.
Para a estagiária Letícia França, de 30 anos, a implantação é importante para a segurança. "Faz toda a diferença para a gente, que tem que acabar andando na pista de ônibus que não respeitam. Se deixar eles até passam por cima, já passei por várias situações por maldade mesmo, por achar que a gente não tem que estar ali, só que não temos um lugar para andar. Agora a gente anda mais tranquilo”, contou ao DIA.
O entregador Fabiano, de 22 anos, falou sobre o perigo de andar entre os carros. “Foi necessário, acho que traz mais segurança para a gente. A ciclofaixa vem para ajudar, melhor do que andar no meio dos carros. É questão de segurança, porque não tem como comparar uma bicicleta elétrica com uma moto para andar num corredor com os carros, é mais perigoso”, afirmou.

A entrega da nova ciclofaixa ocorre em meio às discussões sobre segurança para ciclistas e usuários de bicicletas elétricas na cidade. Em março deste ano, a morte de Emanoelle Farias, de 40 anos, e de seu filho Francisco Farias Antunes, de 9, em um acidente envolvendo uma bicicleta elétrica e um ônibus na Rua Conde de Bonfim, na Tijuca, reacendeu o debate sobre a necessidade de ampliar a infraestrutura cicloviária no Rio.
As vítimas trafegavam pela via quando foram atingidas próximo à Praça Saens Peña. Francisco chegou a ser socorrido, mas não resistiu. O caso foi investigado pela Polícia Civil para esclarecer as circunstâncias do acidente.

Poucas semanas depois da tragédia, a Prefeitura deu início à construção de três novas ciclovias e ciclofaixas em diferentes regiões da cidade. Uma delas foi justamente na Rua Conde de Bonfim, local do acidente, no trecho entre a Praça Saens Peña e a Rua Uruguai, com 1,2 quilômetro de extensão.

As outras intervenções ocorreram na Rua Muniz Barreto, em Botafogo, e no eixo formado pela Rua Augusto Severo e Rua Mestre Valentim, ligando a Glória à Cinelândia. Segundo a prefeitura, os projetos fazem parte do plano de expansão da malha cicloviária, que prevê a criação de 50 quilômetros de novas vias até 2028.

O plano também prevê futuras implantações em importantes corredores da cidade, como a Avenida Pedro II, em São Cristóvão, a Rua Barão da Torre, em Ipanema, a Avenida Henrique Dodsworth, em Copacabana, a Rua Sacadura Cabral, na Gamboa, e a Avenida Dom Hélder Câmara, em Del Castilho.

Atualmente, a ampliação da rede cicloviária é uma das apostas do município para incentivar o uso da bicicleta como meio de transporte e aumentar a integração entre bairros, áreas de lazer e sistemas de transporte público.
*Colaboração: Érica Martin