Vereador Salvino Oliveira foi preso em operação da Polícia Civil nesta quarta-feira (11)REPRODUÇÃO
Justiça manda devolver bens apreendidos de Salvino Oliveira após investigação ser trancada
Celulares, computadores, dinheiro e carro recolhidos durante operação policial serão devolvidos ao vereador, familiares e empresa proprietária do veículo
A Justiça do Rio determinou a devolução dos bens apreendidos do vereador Salvino Oliveira durante a operação da Polícia Civil que o teve como alvo em março deste ano. A decisão foi assinada pelo juiz Renan de Freitas Ongaratto, da 2ª Vara Especializada em Organização Criminosa, após o trancamento da investigação contra o parlamentar por ausência de justa causa.
Entre os bens que serão devolvidos estão celulares, notebooks, um pendrive, carregador de telefone e R$ 9 mil apreendidos na casa dos avós de Salvino. Segundo a defesa, o valor correspondia às economias mantidas pelo casal e foi recolhido durante o cumprimento de um mandado de busca na residência dos idosos.
Também serão restituídos equipamentos apreendidos na casa do vereador e em seu gabinete na Câmara Municipal do Rio. Na decisão, o magistrado destacou que os objetos "não apresentam relevância para a investigação" e que Salvino não é mais alvo da apuração, motivo pelo qual determinou a liberação dos materiais.
Outro item incluído na decisão foi um Toyota Corolla Cross apreendido durante a operação. O veículo, no entanto, pertence à empresa Horizonte 16 Locadora de Veículos Ltda., que comprovou na Justiça ser a proprietária do automóvel e apresentou contrato demonstrando que o carro apenas estava alugado ao vereador. Por isso, o juiz determinou a devolução do bem à locadora.
Em março, Salvino foi alvo de uma operação da Polícia Civil conduzida pela Delegacia de Combate às Organizações Criminosas e à Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD), que cumpriu mandados de busca e apreensão. O vereador chegou a ser preso na época por suspeita de ligação com o Comando Vermelho mas foi solto dias depois.
Durante a ação, agentes estiveram em endereços ligados ao parlamentar, incluindo sua residência, seu gabinete e imóveis de familiares.
“Primeiro a Justiça trancou a investigação por ausência de justa causa. Agora reconhece que os bens apreendidos não possuem qualquer relevância para o caso e determina a devolução. Entre eles estão até R$ 9 mil pertencentes aos meus avós, fruto de anos de economia de pessoas simples que jamais deveriam ter passado por esse constrangimento”, afirmou o vereador.
O magistrado também analisou pedidos de devolução feitos por familiares de Salvino e outras pessoas que tiveram objetos apreendidos durante a operação. No entanto, esses requerimentos ainda serão examinados em processos separados. A Justiça determinou que os interessados apresentem documentos comprovando a propriedade dos bens antes de uma decisão definitiva sobre a restituição.

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