Duas meninas, de 4 e 11 anos, morreram após ficarem presas sob os escombros de um imóvel de três andares que desabou na comunidade Praia da Rosa, no bairro Tauá, na Ilha do Governador, Zona Norte, na manhã desta quinta-feira (25). Érica Martin/Agência O Dia

Rio - Os moradores dos imóveis vizinhos à casa que desabou na comunidade Praia da Rosa, no Tauá, na Ilha do Governador, foram autorizados a retornar às residências nesta sexta-feira (26). A liberação ocorreu após uma nova vistoria da Defesa Civil, que não identificou risco iminente de novos desabamentos na região.
A medida foi anunciada um dia após a tragédia que matou as irmãs Vitória Aleixo Leandro de Melo, 11 anos, e Agatha Aleixo Leandro de Melo, 4. As duas crianças estavam no imóvel que desabou na manhã de quinta-feira (25).
Segundo o subprefeito das Ilhas, Rodrigo Toledo, equipes da Defesa Civil, da Secretaria Municipal de Infraestrutura, da Comlurb e da Conservação permaneceram mobilizadas desde os primeiros momentos após o acidente.
"A gente passou a madrugada inteira fazendo todo o trabalho de limpeza dos escombros. A Defesa Civil concluiu a avaliação técnica e o local onde ocorreu o desabamento permanece interditado, mas os imóveis do entorno foram vistoriados e liberados", afirmou.
De acordo com os órgãos municipais, seis residências próximas passaram por inspeção detalhada. Os técnicos encontraram apenas danos pontuais, sem comprometimento estrutural que justificasse a manutenção da interdição.
Ao longo desta sexta-feira, máquinas e equipes concluíram a retirada dos escombros do imóvel. A área onde ficava a construção permanece isolada para garantir a segurança dos moradores e permitir o avanço das investigações sobre as causas do desabamento.
Enquanto a rotina começa a ser retomada na comunidade, familiares e amigos se despediram de Vitória e Agatha. As irmãs foram veladas e sepultadas no Cemitério da Cacuia, também na Ilha, em uma cerimônia marcada pela emoção e pela comoção dos moradores da Praia da Rosa.
As duas crianças estavam sozinhas em casa quando a construção veio abaixo. O desabamento ocorreu no momento em que o pai, Anderson Mello, havia saído para trabalhar, enquanto a mãe, Renata Aleixo, retornava do turno noturno como técnica de enfermagem.
As circunstâncias que provocaram o desabamento ainda são apuradas pela Defesa Civil e pelos órgãos responsáveis.